A banda goiana de Thrash Metal DEADLY CURSE anuncia o
desligamento do músico Artur Dias. O baixista decidiu focar na conclusão da
faculdade, e com isso ficaria mais complicado se dedicar a banda, ainda mais
nessa fase de gravação do novo álbum.
“Ficamos tristes com a saída do Artur, mas entendemos seus
motivos e só temos a agradecer esse grande período juntos” comenta o
guitarrista Maciel de Paiva.
O baixista Artur Dias, faz sua despedida da banda dia
19/02 no Show do Grito do Rock em Goiânia/GO.
A banda continua trabalhando em seu segundo CD e um single
já foi disponibilizado para download, que pode ser baixado pelo link:
A banda Deadly Curse foi formada na cidade de Goiânia em
2005 com o intuito de fazer um Thrash Metal old school. Os goianos lançaram uma
demo chamada “Deadly Curse” em 2007, e após o lançamento a banda sofreu algumas
mudanças em sua formação.
Com as mudanças de formação, o direcionamento musical também
passou por alterações, e em 2009 foi lançado o debut da banda intitulado
“Renegade” que mesclava vários subgêneros
do heavy metal. Vamos fazer então alguns comentários sobre o primeiro álbum da
Deadly Curse que se tornou umas das grandes revelações do estado goiano.
Capa do álbum
Faixas:
1 – Renegade
2 – Self Destruction
3 – All My Pain
4 – Illusion
5 – Hate and Anger
6 – My Worst Enemy
7 – Enchantment of Pain
8 – Hopeless
9 – The Unbeliever
Lançamento: 2009
Gravadora: Independente
A Deadly Curse é uma daquelas bandas que é impossível
aplicar um rótulo e os enquadrar em algum dos subgêneros do metal. A banda
mescla muito bem o Thrash com o Death e com o Metalcore e até mesmo flerta com
o Heavy Metal tradicional. A banda não se perde em nenhum momento no meio dessa
mistura e realiza em Renegade um som que pode facilmente agradar tanto a fãs do
thrash e death como do metalcore.
Renegade é a faixa de abertura somente instrumental que no inicio
lhe ambienta em um clima que te deixa ansioso, e depois entram riffs super
melodiosos. Self Destruction é a
segunda faixa e já começa vigorosa com uma pegada veloz na bateria e riffs
certeiros. O baixo está sempre presente (algo raro hehe) de forma furiosa e os
vocais são impecáveis, uma das melhores faixas do álbum que grudou na minha
cabeça que nem chiclete velho gruda na sola do tênis (comparação infame, eu
sei). Seguindo o play temos All My Pain que
começa com as guitarras fuzilando riffs nos tímpanos da galera. A música
prossegue pesada com uma boa levada da cozinha que se mostra entrosada e se
torna mais melódica nos solos de guitarra que são o grande destaque da faixa,
um belo trabalho dos guitarristas Kellerman Paulo e Maciel de Paiva. Illusion é a faixa seguinte e mantém o
alto nível das antecessoras com riffs fritando, pegada veloz na bateria, baixo
alucinado e grande interpretação vocal que passa perfeitamente o “feeling” de
desespero impregnado no álbum, mais uma das faixas destaque.
Hate and Anger conta
com um ótimo desempenho da dupla de guitarristas, mas o destaque fica para o
baterista Victor Spidom com uma pegada bastante técnica e viradas muito bem
sacadas. My Worst Enemy é outra faixa
de destaque no álbum. A música é mais cadenciada que todas as anteriores e
também deixa mais evidente o lado melódico da banda, vale ressaltar ainda os
solos de guitarra regados a influências do metal tradicional e o melhor refrão
do álbum. Enchantment of Pain vem em
sequência e é mais uma com grande influência do metalcore. Os vocais
contrastantes de Thiago Andrade e Artur Dias se mantêm super eficientes e com
ótimas interpretações, ainda há espaço para ressaltar o ótimo trabalho de Artur
Dias no baixo e os bons solos de guitarras. Hopeless
apresenta um inicio tranqüilo (que por motivos que ainda desconheço me
trouxe o Metallica à cabeça). Logo a calmaria se apaga e a agressividade volta
na última faixa do álbum que é uma das mais thrash do trabalho, porém foi a que
menos chamou minha atenção, a mais fraca de “Renegade”. Ainda há a faixa bônus The Unbeliever que é mais uma perfeita
para sair batendo cabeça, só tomem cuidado com o torcicolo caros amigos
headbangers hehe.
A produção do álbum, a cargo de Francisco Arnozan e Geovani
Maia, é de altíssima qualidade e perfeito para ouvir com o volume lá em cima.
Um debut, mas que até parece que a banda tem anos de estrada tamanha a
competência encontrada em Renegade. Ouça sem medo, pois é um ótimo trabalho do
metal extremo nacional!
O álbum está disponível para download, pois não há mais o material físico disponível para venda, e também está disponível para download o novo single da banda "Blind Faith" que estará no próximo álbum dos goianos.