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sábado, 18 de fevereiro de 2012

BYWAR - Abduction

A banda paulista Bywar foi formada em 1996 na cidade de São Caetano do Sul, lançando sua primeira demo “The Evil’s Attack” em 1998. Desde então a Bywar lançou três álbuns “Invincible War”, “Heretic Signs” e “Twelve Devil’s Graveyard”, além de vários splits. Em 2011, após quatro anos do lançamento do álbum anterior os paulistas finalmente lançaram o seu quarto full-lenght “Abduction”.

Capa do álbum
Faixas:
1 – Intro
2 – Poltergeist Time
3 – Abduction
4 – Toward the Unreal
5 – Another Crusade
6 – Handful of Evil
7 – Ragnarok (The Final War)
8 – Starchildren
9 – Behind the Pain
10 – Black Spirals of Death
11 – Consciously Dead
Lançamento: 2011
Gravadora: Mutilation Records

O som da Bywar é o típico Thrash Metal com influência da cena thrash alemã. Os caras não buscam inovar e se mantém atados as raízes do estilo, claro, sem soar como cópia das bandas germânicas.

O álbum tem uma breve intro que não acrescenta em quase nada para o trabalho e logo em seguida temos a rápida e direta Poltergeist Time com destaque aos riffs. A faixa título é a mais longa e apresenta um grande trabalho da cozinha da banda, além de ótimos solos das guitarras. Toward the Unreal é umas das melhores do álbum e a mais empolgante com riffs destruidores, solos certeiros e grande interpretação do vocalista, além do refrão pegajoso. Another Crusade começa suave no dedilhado com cara de balada, mas não demora a ficar pesadona em mais um grande trabalho dos guitarristas.

Handful of Evil é uma das mais pesadas e outra das melhores do trabalho com a bateria quebrando tudo e riffs matadores. Ragnarok conta com um bom refrão e ótimos solos de guitarra, além de um ótimo andamento bem variado. Black Spirals of Death confirma que os grandes destaques do álbum são os guitarristas da banda em mais um ótimo desempenho. Conciously Dead fecha, outra das mais empolgantes do trabalho com a banda toda se destacando.




A produção do álbum é de ótima qualidade e exalta o atual estado banda que apresentou o seu álbum mais maduro. Se você é um amante do Thrash Metal, não vai se arrepender de dar um tempo para ouvir Abduction.


Formação:
Adriano Perfetto - Voz e Guitarra
Renan Roveran - Guitarra
Helio Patrizzi - Baixo
Enrico Ozio - Bateria

sábado, 4 de fevereiro de 2012

SAKRAH - Collider

A banda paulistana Sakrah foi formada em 2009 e os caras fazem um heavy metal com influências do thrash e do death. Em maio de 2011 a banda lançou seu primeiro EP “Collider” e agora seguem dando sequência ao seu trabalho preparando o primeiro álbum de estúdio.

Capa do EP
Faixas:
1 – Collider
2 – Reflection
3 – When I Fall
4 – Fight Bar
5 – Whiskey Devil
Lançamento: 2011

O som dos caras é mais ou menos um thrash metal com influências do death e crossover. Se for para comparar, lembra bandas como Pantera e Down. Collider é a primeira faixa do EP com total destaque aos ótimos riffs de guitarra de Ale Arrais, além do belo timbre escolhido. Reflection é a seguinte com um inicio lento e melodioso que logo dá espaço para todo o peso que a banda traz. Ótimos e pesados arranjos na guitarra aliados a uma grande interpretação do vocalista Leandro Novo tornam esta uma ótima música.

When I Fall segue numa pegada cadenciada na bateria e com riffs simples, mas de extremo bom gosto que facilmente grudam na cabeça. Whiskey Devil é a mais curta do EP com pouco mais de 2 minutos, mas tem uma identidade única no trabalho devido ao tapping na guitarra e a riffs bastante agressivos. Para fechar o EP temos Fight Bar  que como nas anteriores, não faltam riffs de fácil assimilação que vão te fazer bangear e muito nos shows, além de ter um refrão grudento e um desempenho destruidor da cozinha da banda formada por Mauricio Cliff no baixo e Marcelo B.A na bateria.
OBS: As faixas não são numeradas no EP, as numerei na sequência em que estavam quando abri a pasta com as músicas.



A produção do EP é de ótima qualidade com uma ótima qualidade sonora que mostra o profissionalismo dos paulistanos. Um trabalho até que relativamente simples com faixas curtas e sem "firulas", mas de muita qualidade. Se ao ouvir “Reflection” e “Fight Bar” num show você não começar a bangear alucinadamente, caro amigo, você tem sérios problemas hehe.
A banda disponibilizou em sua página do facebook o download de todas as faixas do EP e também das letras.


Formação:
Leandro Novo - Voz
Ale Arrais - Guitarra
Maurício Cliff - Baixo
Marcelo B.A - Bateria

sábado, 21 de janeiro de 2012

MYTHOLOGICAL COLD TOWERS - Immemorial

A banda Mythological Cold Towers foi formada na cidade de Osasco no estado de São Paulo em 1994 fazendo um Doom/Death Metal. De lá para cá a banda paulista lançou quatro álbuns, sendo o primeiro de 1996 “Sphere of Nebaddon (The Dawn of a Dying Tyffereth)”. Em 2000 foi lançado o álbum “Remoti Meridiani Hymni (Towards the Magnificent Realm of the Sun)” e em 2005 foi a vez de “The Vanished Pantheon”.

As letras das músicas da banda versam sobre as civilizações pré-colombianas, sobre suas glórias e decadência. Após 6 anos sem um novo álbum, finalmente no ano passado o quarto trabalho dos caras foi lançado sob o nome “Immemorial”, que não foi um lançamento qualquer, mas sim um puta de um álbum.

Capa do álbum
Faixas:
1 – Lost Path to Ma Noa
2 – Akakor
3 – Enter The Halls of Petrous Power
4 – The Shrines of Ibez
5 – Like an Ode Forged in Immemorial Eras
6 – The Falen Race
7 – Immemorial
Lançamento: 2011
Gravadora: Cyclone Empire

O álbum não irá reiventar o Doom Metal, muito pelo contrário, se nota muita influência das bandas dos anos 90. Sem excessos e experimentalismos como no álbum anterior da banda, “Immemorial” soa bastante básico, mas sem cair na mesmice e ser clichê. A banda cria um ambiente melancólico, obscuro e épico com extrema qualidade. O álbum tem suas letras baseadas em um conceito, as lendas da suposta cidade perdida de Akakor que seria uma cidade de origem pré-colombiana localizada na Amazônia brasileira. Muitos pesquisadores e aventureiros que partiram em busca das ruínas se perderam em meio à floresta e acabaram morrendo.

A melodica Last Path to Ma Noa abre o álbum e já nos traz o ambiente de tristeza e melancolia mortal que impregna o álbum. As linhas de teclado muito bem postadas dão o toque mais melódico em meio ao pesado ambiente criado na música que possui uma ótima base na guitarra. Akakor segue numa linha próxima a faixa anterior com os teclados dando um ar mais melódico,  a faixa também ressalta o lado mais épico da banda pegando influências no Gothic Metal. Riffs bem bolados e um solo eficiente complementam a ótima faixa. Enter the Halls of Petrous Power nos traz um doom tradicional que consequentemente acabam se destacando as guitarras em um grandioso trabalho com riffs grudentos e solos eficientes.

The Shrines of Ibez é bastante homogênea sem alterações no andamento, com aquela pegada cadenciada de riff após riff trazendo a melancolia. A faixa lembra um pouco o Candlemass e destaco a interpretação vocal de Semaj. Like an Ode Forged in Immemorial Eras é mais uma com riffs pegajosos em um ótimo trabalho de guitarras. A longa The Falen Race tem uma boa levada com ótimos riffs e o melhor trabalho de bateria do álbum. A faixa título encerra o álbum de modo triste e sombrio no melhor estilo Doom Metal.






A produção do álbum é de ótima qualidade que ressalta ainda mais as guitarras que são o grande destaque do trabalho. Com este álbum a Mythological Cold Towers atingiu o seu ápice se firmando como um dos principais representantes do Doom Metal no Brasil.

Facebook: http://pt-br.facebook.com/officialmythologicalcoldtowers
Myspace: http://www.myspace.com/mythologicalcoldtowers

Formação:
Hamon - Drums
Shammash - Guitars
Nechron - Guitars
Samej - Vocals
Thormianak - Bass (live member)

sábado, 14 de janeiro de 2012

PROJECT46 - Doa a Quem Doer

A Project46 foi formada na cidade de São Paulo em 2008, inicialmente como um pequeno projeto sem muitas ambições, indo pouco tempo depois a se transformar em uma banda de fato.

Após fixar uma formação, a banda lançou um EP auto-intitulado em 2009 que continha 4 faixas e em 2011 lançaram o seu primeiro álbum de estúdio “Doa A Quem Doer”.

Capa do álbum
Faixas:
1 – 809072
2 – Atrás das Linhas Inimigas
3 – Impunidade
4 – Capa de Jornal
5 – Se Quiser
6 – Violência Gratuita
7 – Amanhã Negro
8 - #46
9 – Dor
10 – No Rastro do Medo
11 – Acorda Pra Vida
Lançamento: 2011
Gravadora – Independente

A banda apresenta como eu diria um “heavy metal moderno” mesclando thrash, hardcore e metalcore, regado a muito groove e com ótimos trabalhos nas guitarras. Para iniciar temos a vinheta 809072 (que diabos significam esses números?) com sons de armas de fogo e gritos de desespero criando um clima bastante tenso. A pesada Atrás das Linhas Inimigas é de fato a primeira faixa do disco que já começa com riffs grudentos e passagens de baixo muito bem encaixadas em uma música cheia de groove com ótimas linhas vocais próximo ao fim da faixa. Destaque para as guitarras e os “pig squeals”, ótima faixa. Impunidade também é cheia de groove e segue na linha da anterior, mostrando a banda ciente do que faz e para onde que ir, mas é bem mais fraca que sua antecessora. Destaque para a letra da música muito bem elaborada e agressiva. Capa de Jornal é a próxima com baixo sempre presente com linhas bem postadas, mas o destaque mesmo fica para a bateria que por volta do meio da faixa apresenta um trabalho incrível. Porém faltou um refrão mais pegajoso.  Se Quiser apresenta um bom trabalho de guitarras no melhor estilo metalcore e um refrão cativante, onde aparecem vocais limpos pela primeira vez. Ainda apresenta um bom solo de guitarra, a melhor faixa do álbum.

Violência Gratuita é das mais agressivas do álbum com bons riffs e o melhor solo de guitarra do trabalho. Amanhã Negro conta com a participação especial de Dijjy da banda Ponto Nulo No Céu em mais uma faixa com riffs certeiros e bom solo de guitarra, além de um ótimo trabalho na bateria, caracterizando uma das melhores faixas do álbum. #46 é uma pequena faixa instrumental com belos arranjos acústicos que tem muito a somar para o álbum e lhe trará uma sensação de paz em meio a porrada da banda, um belo trabalho. Dor tem como destaque as linhas de bateria e sua levada agressiva, culminando em um som bastante suave em seu final dando um grande contraste, porém uma faixa de pouco destaque no álbum. No Rastro do Medo apresenta riffs matadores que são de longe o destaque da faixa que também conta com um bom solo de guitarra, é explicito que as guitarras são também o destaque desse álbum todo. Acorda Pra Vida irá finalizar o álbum e de modo inusitado acrescentará perto de seu final acordes acústicos com uma veia latina, uma grata surpresa que poderia ter sido mais explorada no álbum.





Sempre dei grande atenção às letras, e aqui vai uma questão muito pessoal, já que as letras são sempre subjetivas e cada um interpreta a sua maneira. Com exceção de Impunidade que tem uma ótima letra, as outras não me agradaram muito, liricamente as músicas podem ser bem mais trabalhadas. O álbum acaba tendo algumas faixas inferiores em qualidade a outras, mas claramente a maior parte das músicas são muito boas como Se Quiser, Atrás das Linhas Inimigas, Acorda Pra Vida e Violência Gratuita que são grandes músicas. A qualidade do áudio é excelente  por parte do produtor Adair Daufembach. Sem dúvidas um álbum que você não vai se arrepender de ouvir,  fica claro que a banda tem muito potencial para futuramente fazer trabalhos ainda melhores.


Formação
Caio MacBeserra – Voz
Vinicius Castellari – Guitarra
Jean Patton – Guitarra
Rafael Yamada – Baixo e voz
Guilherme Figueiredo – Bateria

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

PSYCHOTIC EYES - I Only Smile Behind The Mask

A banda Psychotic Eyes foi formada em 1999 e tem base nas cidades de São Paulo e Guarulhos e vem se tornando mais uma das grandes representantes do Death Metal nacional. Os paulistas lançaram uma demo em 2000 e outra em 2002, quando também participaram do Split CD “Psychotic Eyes/Ancestor”.

Em 2007 a banda lançou seu primeiro álbum auto-intitulado  e só agora em 2011 os caras lançaram seu segundo álbum sob o nome “I Only Smile Behind The Mask”.

Capa do álbum
Faixas:
1 – Throwing into Chaos
2 – Welcome Fatality
3 – Dying Grief
4 – Life
5 – I Only Smile Behind the Mask
6 – The Humachine
7 – The Girl
Lançamento: 2011
Gravadora: Independente

O termo que melhor se encaixaria na definição do som do Psychotic Eyes é o chamado Melodic Death Metal, porém, além das claras influências da cena de Gotemburgo, os paulistas também flertam com o thrash metal e até mesmo com o progressivo.

Throwing into Chaos abre o álbum e a escolha para isso não poderia ter sido melhor. A música apresenta um grande trabalho na bateria com uma pegada técnica e varias mudanças no andamento, e as linhas de baixo são muito eficientes. Mas o destaque fica mesmo para os majestosos riffs de guitarra que do começo ao fim da faixa ficam grudados na cabeça, além do belo timbre e os solos muito bem elaborados. Vale mencionar que a letra da música, que realmente transmite ao ouvinte o caos presente em seu nome, é de composição do poeta Adriano Villa que foi responsável pelas letras da metal opera “Hamlet”. Welcome Fatality começa com uma levada bem thrash e depois vai trilhando pelos caminhos do death melódico. As passagens de guitarra como na anterior são magníficas com riffs certeiros e solos inventivos e não apenas com aquele virtuosismo jogando a velocidade lá em cima. O que quebra tudo mesmo na faixa é a cozinha da banda que simplesmente mostra não estar para brincadeiras em mais um grande, técnico e progressivo trabalho na bateria de Alexandre Tamarossi, além do baixo fulminante que no álbum foi gravado por Rodrigo Nunes. Deve se destacar também a interpretação de Dimitri nos vocais, esse cara canta pra caralho, seja em inglês ou em português nos versos finais, aliás,  a letra da música é excepcional e foi uma letra com a qual me identifiquei muito.
Dying Grief chega com um andamento bem mais cadenciado que suas anteriores e também com a maioria dos riffs indo mais para o lado melódico, lembrando bastante as bandas Suecas em certos momentos. Em flerte constante com o thrash, aliado aos vocais sufocantes e infernais de Dimitri esta se mostra mais uma grande composição com destaque para as linhas de guitarra.

Life é uma faixa difícil de definir. Esta é a faixa mais suave do álbum e diga se de passagem algo bastante inusitado em um álbum de death metal. Chamar de balada não estaria totalmente correto, mas se assim são chamadas as faixas mais suaves em outros lados do metal, também não estaria de pleno equivoco. Lembrou-me vagamente o Dark Tranquility. A faixa apresenta alguns momentos bastantes “calmos” (existe algo assim no death metal? hehe) e alguns mais agressivos, combinando melodia e porrada de um modo como poucas vezes escutei. Destaque ao solo de guitarra e interpretação de Dimitri e também a letra por ter um ar mais romântico, algo também deveras raro no death metal. Em seguida temos a faixa título I Only Smile Behind the Mask que é pesada desde seu inicio. A faixa é um pouco cadenciada, não tanto quanto Life, mas mais cadenciada que a maioria das faixas do álbum. É praticamente impossível escolher um destaque aqui.
The Humachine começa de maneira excêntrica em um diálogo entre homem e máquina e prossegue em uma faixa de extrema técnica e muito bom gosto nas linhas de bateria, continuando em seu desenvolvimento repleta de diálogos entre a máquina e o homem. De todas as faixas do álbum foi a que menos chamou minha atenção musicalmente, porém a letra da música aqui é o grande destaque. Letra que foi baseada no livro de David Gerrold “O diabólico cérebro eletrônico”, título da obra em sua versão traduzida para o português do original “When Harlie Was One”.  E para finalizar o álbum temos The Girl que começa de forma bastante suave, uma faixa bem cadenciada que vai mesclando o death com o thrash e até pitadas de hard rock por parte da guitarra que conta com um bom solo também. A faixa é baseada na música "Geni e o Zepelim" de Chico Buarque.







O álbum conta com uma produção de primeira qualidade pelo produtor e guitarrista do Kataklysm Jean François Dagenais que mostra ainda mais o profissionalismo da Psychotic Eyes. Um álbum cheio de riffs extremamente bem elaborados e grudentos, um monstruoso e técnico trabalho de bateria, linhas de baixo vigorosas e eficientes e letras muito boas, algo muito acima da média. Sem mais, grandes músicas com uma ótima produção neste que é sem dúvidas um dos melhores álbuns lançados em 2011. Recomendado a qualquer um que aprecie metal extremo e boa música. 
O que o álbum tem de pior é que são “apenas” 7 faixas e quando chega ao fim fica a sensação de quero mais hehe. Uma pena também o álbum ser lançado apenas de modo virtual e não ter lançamento físico, para um colecionador como eu é muito frustrante, mais frustrante ainda por ver que o perverso mercado musical atual não permita que bandas do nível da Psychotic Eyes de prensarem seus álbuns para lançamentos físicos. O álbum está disponível para download no site da banda.


Formação:
Dimitri Brandi – Vocal e Guitarra
Alexandre Tamarossi – Bateria
Douglas Gatuso – Baixo


sábado, 17 de dezembro de 2011

BROTHERHOOD - Where the Gods Collide

A banda Brotherhood foi formada no final de 2010, na cidade de Franca/SP, por membros oriundos da dissolução da banda Savior. O som da banda se define em um Power Metal com influências de Savatage, Metallica, e principalmente Blind Guardian. Este ano a Brotherhood lançou o seu primeiro álbum “Where the Gods Collide” que foi bem recebido por público e critica, levando inclusive a banda abrir o show do Blind Guardian no Via Funchal este ano. Bom, vamos conhecer um pouco mais do álbum...

Capa do álbum
Faixas:
1 – Son of Pain
2 – Blind Faith
3 – Sorrows
4 – My Final Stand
5 – Nevermore
6 – Requiem for my Dreams
7 – Into the Night
8 – Dreamland
9 – Dark Age
10 – Death Note
Lançamento: 2011
Gravadora: Independente

O álbum começa com Son of Pain e um riff denso e vigoroso. A música prossegue com riffs ora bastantes melodiosos e ora mais heavy tradicional, boa pegada na bateria e muitas partes cantadas em coro. O solo de guitarra é ótimo e é impressionante como a voz do vocalista se parece com a de Hansi Kursch do Blind Guardian, em alguns momentos até parece Kursch cantando, uma das melhores faixas do álbum. A faixa seguinte é Blind Faith,com destaque para os vocais. Nota se que a produção do álbum em certos momentos deixa a bateria bem “seca”, o que para o estilo da banda não é muito bacana, mas no geral a produção do álbum é boa, alguns probleminhas, mas nada que vá tirar o brilho do som dos paulistas. Seguindo o play temos Sorrows que destaco o desempenho do baterista em um ótimo trabalho. Faltou um refrão mais pegajoso para tornar a música ainda melhor. My Final vem em seguida com uma boa levada dos guitarristas, mas o que mais se destaca na faixa é o vocal e os backing vocals que se encaixam perfeitamente não desequilibrando a música. Nevermore, assim como a primeira faixa, é uma das melhores do álbum. Guitarras fuzilando riffs certeiros, cozinha da banda se mostrando entrosada e ciente do que faz, com ótimo desempenho vocal e corais bem postados, além do refrão mais grudento de todo o play. Ainda vale ressaltar os solos de guitarra bem elaborados e a parte acústica no meio da música.

A próxima faixa é Requiem for my Dreams que tem como destaque os riffs e solos de guitarra bem sacados e as linhas vocais muito bem colocadas. Into the Night vem na sequência e logo nos faz lembrar-se das baladas com ar medieval do Blind Guardian que levou os alemães a serem chamados de bardo. Uma bonita balada para acalmar os ânimos, onde mais uma vez o trabalho de vocal  e backing vocals se completam de maneira perfeita. Dreamland começa como uma balada também, mas depois ganha em peso e agressividade. A faixa segue na linha de outras do álbum e é impossível não ressaltar a grande interpretação do vocalista. Dark Age começa de forma acústica, mas não demora a voltar ao modo elétrico. A música não tem muito a acrescentar ao álbum e acaba sendo uma música que fica apagada entre as outras. Para finalizar o álbum temos Death Note que irá finalizar um bom álbum e maneira esplêndida.


Não tenho o hábito de colocar vídeos de apresentações ao vivo, mas não encontrei a versão de estúdio para postagem.





Pelo fato de este ainda ser o primeiro lançamento da banda é impressionante a maturidade e qualidade do som. A banda ainda tem muito a que melhorar, pois o potencial dos caras é enorme e com certeza se seguirem nessa perspectiva irão conseguir se consolidar no underground. A banda precise talvez buscar elementos que tragam mais uma identidade própria, não que a banda não tenha, mas em alguns momentos a impressão é a de estar ouvindo o Blind Guardian. O grupo está preparando um single para ser lançado nos primeiros meses de 2012 e também está preparando vídeo clipes, com certeza os bardos brasileiros podem e devem seguir em frente buscando melhorar cada vez mais o seu som, quem agradece é o público.

Site onde todas as faixas estão disponíveis para audição: http://www.brotherhoodmetal.com.br/

Formação atual:
William Pardo – Vocal
Eduardo Ribeiro – Guitarra
Otavio Silveira – Guitarra
Evandro Ribeiro – Baixo
Paulo Guilherme – Bateria



segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

SHADOWSIDE - Inner Monster Out

A banda Shadowside foi formada na cidade de Santos em 2001. No mesmo ano a banda lançou um EP que foi muito elogiado pela critica especializada e com um ano de carreira já estavam abrindo shows para bandas como Nightwish, Shaman e Primal Fear. Em 2005 veio o primeiro álbum sob o nome “Theatre of Shadows” que também foi bem recebido por fãs e critica e foi considerada por muitos como umas das melhores bandas do ano e resultou em uma turnê. Mas foi em 2007 que a banda explodiu no mundo sendo a vencedora do “AirPlay Direct All Things Digital Hard Rock / Heavy Metal Contest”, deixando para trás mais de 1000 bandas de todo o mundo. Com a exposição ganha com a vitória na competição assinaram com a gravadora norte americana Chavis Records para o relançamento do álbum no mundo todo.

A banda também foi destaque da “Indianapolis Metal Fest” em 2007 e assim fecharam uma turnê com vários shows pelos Estados Unidos e participações em vários festivais norte americanos como o Rocklahoma que é um dos maiores eventos do estilo no mundo onde tocaram para um público de 60.000 pessoas. A banda lançou o seu segundo álbum “Dare to Dream” em 2009, mais uma vez muito bem recebido pela critica que tornou o Shadowside a banda brasileira de maior expressão nos Estados Unidos depois do Sepultura. Em 2011 a banda lançou o seu terceiro álbum intitulado “Inner Monster Out”, sobre o qual comentarei agora.

Capa do álbum
Faixas:
1 – Gag Order
2 – Angel With Horns
3 – Habitchual
4 – In The Name of Love
5 – Inner Monster Out
6 – I’m Your Mind
7 – My Disrupted Reality
8 – A Smile Upon Death
9 – Whatever Our Future
10 – A.D.D
11 – Waste of Life
12 – Inútil (Ultraje a Rigo cover – Bonus Track)
Lançamento: 2011
Gravadora: Voice Music


A Shadowside já vinha colhendo os frutos de seu trabalho nos álbuns anteriores e agora com este “Inner Monster Out” notamos claramente que a banda continua evoluindo. A banda não soa mais Power Metal, as músicas estão mais pesadas e agressivas com influências do Thrash Metal e do New Metal, especialmente por parte do guitarrista Raphael Mattos. Dani Nolden também apresenta em alguns momentos vocais mais agressivos do que nos trabalhos anteriores e continua mostrando que nem só de vocais líricos sobrevivem as vocalistas de heavy metal. A produção do álbum é perfeita com um som cristalino, méritos do sueco Fredrik Nordstrom que produziu o álbum, considerado um dos maiores produtores de heavy metal na atualidade. Por coincidência ou não, nota se que a banda neste trabalho apresenta influências bem claras das principais bandas da cena de Gotemburgo no que se refere as timbragens de guitarra.

Gag Order é a primeira faixa que começa com uns efeitos que entram na cabeça e ficam grudados. A faixa segue com boa levada na guitarra e a cozinha mostrando segurança. Angel With Horns segue numa pegada vigorosa e cativante com refrão grudento e ótima interpretação de Dani Nolden, uma das melhores faixas do disco. Destaque para o timbre da guitarra, fenomenal. Habitchual é a seguinte trazendo muito peso na guitarra de Raphael Mattos (não canso de ouvir os riffs desse álbum, que timbre lindo) e Dani arrebentando nos vocais. Em In The Name of Love é de se destacar o trabalho da cozinha formada por Fabio Buitvidas na bateria e Ricardo Piccoli no baixo, os dois se mostram entrosados e segurando a quebradeira, com destaque para o baterista. Inner Monster Out conta com as participações especiais de Björn "Speed" Strid (Soilwork), Mikael Stanne (Dark Tranquillity) e Niklas Isfeldt (Dream Evil) nos vocais junto a Dani Nolden. Uma pesadíssima música para ficar na história onde ainda se destacam os riffs de Raphael Mattos.

I’m Your Mind vem na sequência, mais uma com efeitos que dão um toque especial na faixa e com riffs certeiros. Somente o refrão é que não me agradou muito. My Disrupted Reality vem com uma pegada vigorosa, cheia de efeitos no solo de guitarra e um ótimo trabalho de bateria. A Smile Upon Death segue numa levada parecida com as anteriores e com Dani com vocais ora mais agressivos e ora mais limpos, mas é uma faixa com pouco destaque dentro do álbum. Whatever Our Future tem um refrão pegajoso e uma levada na guitarra muito empolgante, além de riffs bem bolados. A.D.D e Waste of Life são as músicas finais com destaque para a última com Dani Nolden com vocais bem agressivos e uma interpretação matadora.






Um ótimo álbum, o melhor da Shadowside e que sem dúvidas só irá elevar ainda mais o reconhecimento da banda pelo mundo.


Formação:
Dani Nolden – Vocal
Raphael Mattos – Guitarra
Ricardo Piccoli – Baixo
Fabio Buitvidas – Bateria

domingo, 23 de outubro de 2011

ALMAH - Motion

A banda Almah foi formada em 2006, inicialmente como um projeto solo do vocalista Eduardo Falaschi (que também é o vocalista da banda Angra). Em 2007 o projeto lançou seu debut auto-intitulado com todas as composições de todos os instrumentos por Edu Falaschi e contou com a presença de renomados músicos internacionais do estilo nas gravações de guitarra, baixo e bateria. O trabalho foi muito bem recebido pelo público no mundo todo e então Edu Falaschi resolveu transformar o Almah em uma banda de fato, aproveitando o fato que o Angra esteve em hiato entre 2007 e 2009. Falaschi recrutou alguns músicos para formar a banda (dentre eles o também baixista do Angra Felipe Andreoli) e teve seu segundo álbum, o Fragile Equality lançado em 2008 e que foi também muito bem recebido por fãs e critica.

Em Setembro de 2011 o Almah lançou o seu terceiro álbum sob o nome Motion, álbum este que apresentou uma mudança no direcionamento musical da banda que buscava modernizar o seu som.

Capa do álbum
Faixas:
1 – Hypnotized
2 – Living and Drifting
3 – Days of the New
4 – Bullets on the Altar
5 – Zombies Dictator
6 – Trace of Trait
7 – Soul Alight
8 – Late Night in’ 85
9 – Daydream Lucidity
10 – When and Why
Lançamento: 2011
Gravadora: Laser Company

Em Fragile Equality o Almah apresentou um Power Metal cheio de influências progressivas e arrancou elogios de muitos veículos especializados e fãs. Mas neste novo trabalho chamado Motion o que ouvimos é diferente. Segundo o vocalista, compositor e líder da banda, Edu falaschi, o Almah precisava criar uma identidade própria (as comparações com sua outra banda, o Angra, eram inevitáveis) e também precisava renovar o seu som, trazer elementos mais atuais para sua música. É impossível aplicar qualquer rótulo a este Motion, há elementos de power metal, progressivo, thrash metal e até metalcore. O álbum é mais pesado e direto que seu antecessor, mas não deixa de lado momentos mais “melodiosos” que marcaram a carreira de Edu Falaschi e consequentemente do Almah.

Hypnotized abre o álbum e já nos apresenta a nova sonoridade do Almah com uma faixa agressiva. A música começa com uma dobradinha dos guitarristas muito bem sacada e então ganha em peso e velocidade. A cozinha da banda se mostra entrosada e segura, e é muito bacana ver Edu cantando num tom adequado para sua voz. Uma faixa vigorosa para abertura. Seguindo temos Living and Drifting com um ritmo frenético e para cima com um refrão grudento. Notamos aqui o contraste do Almah atual com o do álbum anterior, bases de guitarras pesadas, mas com solos que lembram os momentos mais melódicos do álbum anterior, com grande interpretação de Eduardo Falaschi. A faixa seguinte é Days of the New que vem regada a muito groove e momentos que lembram o Pantera. A faixa tem guitarras pesadas que contrastam  com o vocal arrastado de Edu Falaschi no refrão. Destaque para o guitarrista Paulo Schroeber com um ótimo solo. Bullets on the Altar é mais cadenciada e com melodias de extremo bom gosto onde notamos linhas de piano bem postadas em meio ao peso da faixa. A letra da música fala sobre como as pessoas são facilmente influenciadas e como podem fazer atrocidades em nome de algo supostamente divino, com referências ao chamado “Massacre de Realengo”. Zombies Dictator ira agradar aos fãs do Metalcore, a faixa mescla muito bem o metal tradicional com este estilo mais moderno de se fazer heavy metal. Nesta música há a participação do vocalista Victor Cutrale do Fúria Inc que nos apresenta seu vocal ultra rasgado que entra em total contraste aos vocais de Edu. A faixa é bastante complexa com varias mudanças de andamento com destaque para o baixista Felipe Andreoli e o baterista Marcelo Moreira.

Trace of Trait é uma das faixas que foi escolhida para vídeo clip. Mais uma faixa com bastante groove e um ótimo trabalho do baterista Marcelo Moreira, e um refrão pegajoso. Curioso que o guitarrista Paulo Schroeber faz um solo mais “sentimental” e o guitarrista Marcelo Barbosa um solo mais “fritado”, sendo que o normal seria o contrário. É mais uma faixa com uma letra interessante, versando sobre o “desenvolvimento” da humanidade e indagando sobre seu futuro. Soul Alight começa com o bumbo duplo numa pegada Death Metal (inclusive o começo lembra Sulfur do Slipknot) e no seu decorrer alterna momentos cadenciados e velozes. Temos mais uma vez um refrão arrastado e um solo de guitarra muito eficiente com uma letra bem positiva. Late Night In’85 é uma balada um tanto melancólica com ótimas melodias e um belo solo de guitarra, foi a outra faixa escolhida para video clip, apresenta uma letra bem particular por Eduardo Falaschi. Daydream Lucidity é a faixa seguinte com várias mudanças de andamento e a participação do vocalista Thiago Bianchi do Shaman no refrão. É uma faixa complexa e que leva um tempo maior a ser totalmente assimilada. When and Why finaliza o álbum de forma acústica voltado inusitadamente para o Country. Uma bela canção levada por Marcelo Barbosa e com ótima interpretação de Eduardo Falaschi.






Sem dúvidas um ótimo trabalho que deixa clara a evolução da banda, um dos melhores lançamentos do ano.

Site da banda: http://www.almah.com.br/

Formação:
Eduardo Falaschi – Vocal
Marcelo Barbosa – Guitarra
Paulo Schroeber – Guitarra
Felipe Andreoli – Baixo
Marcelo Moreira – Bateria

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

ANCESTTRAL - The Famous Unknown

Olá galera. Queria dizer que o blog demorou uma semana para ter uma atualização, pois o moderador do blog, o Manfio, está ausente devido alguns problemas. Então eu estou usando a conta do Manfio para postar nesse tempo resenhas que ele já tinha escrito, mas ainda não tinha postado aqui. Quando ele voltar o blog deve voltar também ao seu ritmo normal, talvez retorne já nesta semana.

A postagem é sobre a banda de Thrash Metal Ancesttral que foi formada em São Paulo em 2005. A idéia de banda nasceu em 2003, mas apenas em 2005 as atividades se tornaram mais intensas com o lançamento do EP “Helleluiah”. Em 2007 a banda lançou seu debut “The Famous Unknown” que foi eleito um dos melhores álbuns nacionais do ano e a banda uma das revelações do ano pela revista Roadie Crew. O álbum ainda foi escolhido como o de melhor capa nacional daquele ano. No começo de 2011 se esperava o lançamento de um novo EP pela banda, mas até o momento ainda não foi lançado.

Capa do álbum “The Famous Unknown”
Faixas:
1 – We Kill
2 – Helleluiah
3 – The Famous Unknown
4 – Demolition Man
5 – Endless Trip
6 – Lost In Myself
7 – Hell Is My Home
8 – Put Me Trough
9 – Visual Mask
10 – Feel My Hate
Lançamento: 2007
Gravadora: Voice Music

As referencias musicais da Ancesttral são Metallica e White Zombie (a banda é comumente comparada ao Metallica e o vocalista tem uma voz MUITO parecida com o James Hetfield) além da influencia das bandas Thrash Slayer, Testament, Metal Church. No álbum há participações especiais de Vitor Rodrigues (Torture Squad) nos vocais em Visual Mask, Roger Lombardi (ex-Sunseth Midnight) nos vocais em Endless Trip, Paul X (Monster) nos vocais em The Famous Unknown e Heros Trench (Korzus) tocando o solo de guitarra em Demolition Man.

O álbum começa com We Kill que lembra os tempos dourados do Metallica. Uma cozinha bem entrosada, bons riffs de guitarra e um refrão grudento. Helleluiah começa com um efeito com várias vozes falando ao mesmo tempo e segue numa linha mais cadenciada que a anterior, mas sem perder nada do peso. The Famous Unknown tem como destaque a guitarra com um riff grudento. Demolition Man é mais uma com bons riffs, conta ainda com um ótimo solo de guitarra e um refrão grudento. Endless Trip se diferencia das anteriores pelo vocal de Roger Lombardi que contrasta com o de Alexandre.

Lost in Myself é outra que começa com uma parte falada, ótimo trabalho na bateria e bom solo de guitarra, além de um bom refrão. Hell is My Home tem riffs grudentos e boas linhas vocais. Put Me Trough é bem cadenciada e difere um pouco do estilo Metallica da banda. Visual Mask volta com a velocidade de antes e os vocais super rasgados de Vitor Rodrigues do Torture Squad dão um toque especial na música. Feel My Hate fecha o álbum em grande estilo.




Um álbum simples e direto, mas de bom gosto. Porém em meio a esse bom gosto faltam originalidade e identidade própria, assim para soar menos como o “Metallica brasileiro” e mais como uma banda de identidade. Se tu curtes Thrash Metal, aprecie sem moderação!


Formação:
Alexandre Grunheidt - Vocal e Guitarra
Leonardo Brito - Guitarra
Renato Canonico - Baixo
Billy Houster – Bateria


sábado, 23 de julho de 2011

ECLIPTYKA - A Tale of Decadence

A banda Ecliptyka foi formada na cidade de Jundiaí no estado de São Paulo em 1999. É difícil rotular o som da banda, pois nota se influências dos mais variados gêneros do heavy metal, indo metal melódico ao death metal. A Ecliptyka já dividiu o palco com bandas como Dr.Sin, Tuatha de Danann, Mindflow, entre outras importantes bandas nacionais.

Em 2007 a banda lançou sua primeira demo sob o nome “The First Petal Falls”. Em julho de 2008 realizaram shows na Europa por cidades da Alemanha e da Bélgica. Agora em 2011 tivemos o lançamento do primeiro álbum da banda chamado “A tale of Decadence”. Os temas líricos variam de problemas ambientais e crueldade com animais até temas políticos e guerras.

Capa do álbum “A Tale of Decadence”
Faixas:
1 – The Age of Decadence
2 – We Are The Same
3 – Splendid Cradle
4 – Fight Back
5 – Dead Eyes
6 – Echoes From War
7 – Hate
8 – Why Should They Pay?
9 – Look at Yourself
10 – I ve Had Everything
11 – Unnatural Evolution
12 – Eyes Closed
13 – Berço Esplêndido
Ano de lançamento: 2011
Gravadora: Die Hard Records

Temos aqui mais uma banda para os amantes de vocais femininos no Heavy Metal, mas nada que soe como cópia de bandas como Nightwish e Epica. The Age of Decadence abre o disco com uma faixa somente instrumental no piano, cria um belo clima para iniciar o álbum. Em seguida temos We are the same, uma música pesada com riffs bem bolados e um dueto de Helena Martins com Marcelo Carvalho do Hateful que faz uma participação especial na música com os vocais guturais. Uma boa música para iniciar de vez o álbum. Splendid Cradle conta com a participação especial de Danilo Herbert em um dueto com Helena Martins. Destaque para os riffs certeiros e o bom solo, a faixa ainda conta com um bom trabalho na bateria. Em Fight Back temos Guilherme mostrando seu potencial no scream vocal em contraste ao vocal mais suave de Helena. O trabalho nas guitarras é mais uma vez o destaque nesta faixa. Dead Eyes começa de forma bem pesada com forte pegada na bateria. A música segue com uma veia progressiva e com o vocal de Helena que a torna mais cadenciada. O trabalho na bateria é o grande destaque da música.

Echoes from War é uma faixa instrumental, uma espécie de vinheta para a faixa seguinte. Hate é outra com quebradeira na bateria logo de cara. A vocalista Helena Martins se sobressai nesta faixa com ótimas linhas vocais. Os vocais guturais contrastam bem com Helena e a música toda apresenta uma boa levada na bateria. Why Should They Pay segue numa linha parecida com a anterior, interessante trabalho na bateria e destaque para os vocalistas. Look at Yourself vai por caminhos mais próximos ao heavy tradicional, mas com a modernidade que a banda apresenta em todo o álbum. A faixa tem um bom refrão e riffs inspirados, uma das melhores do álbum. I’ve had Everything é mais leve que todas as outras músicas do álbum. Se falta peso em relação às outras, sobra feeling por parte da vocalista que é o destaque da faixa. Unnatural Evolution volta com o peso de outrora. Uma ótima música, com a cozinha entrosada e eficiente, ótimo trabalho dos vocalistas e riffs certeiros. Eyes Closed é uma balada cheia de feeling e fecha o disco com uma bela interpretação da vocalista Helena Martins. Berço Esplêndido é uma faixa bônus cantada em português e com participação de Danilo Herbert do Mindflow.





Myspace: http://www.myspace.com/ecliptyka
Facebook: http://pt-br.facebook.com/ecliptyka
Comunidade no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=399195

O debut do Ecliptyka é um trabalho extremamente profissional e de muito bom gosto. Vale a pena ouvir! Que a banda coloque o pé na estrada e continue evoluindo, pois tem potencial para se tornar muito maior.

Formação:
Helena Martins – Vocal
Guilherme Bollini – Guitarra e vocal
Helio Valisc – Guitarra
Eric Zambonini – Baixo
Tiago Catala – Bateria

sábado, 25 de junho de 2011

TORTURE SQUAD - Hellbound

A banda de Death/ Thrash metal de São Paulo, a Torture Squad foi formada em 1990. Após algumas trocas em sua formação a banda lança o seu primeiro álbum “Shivering” em 1998, apesar do álbum já estar gravado desde 1995. No ano seguinte a banda lança “Asylum of Shadows” que foi muito bem recebido e acabou gerando uma turnê da banda na Alemanha em 2000 com sete shows. Em 2001 foi a vez de lançarem “The Unholy Spell” que foi muito elogiado pela crítica especializada.

Em 2003 o grupo lançou o álbum “Pandemonium” que foi considerado o melhor álbum nacional do ano pela revista Roadie Crew e também foi destaque em vários sites e revistas pelo mundo. Este álbum fez a banda ganhar muitos fãs pelo mundo e resultou na gravação de um álbum ao vivo “Death Chaos And Torture Alive” e um DVD de mesmo nome do show gravado na Led Slay em São Paulo. A banda também tocou em festivais no Brasil e teve uma turnê de 18 shows divididos entre Alemanha e Áustria. Após o lançamento do DVD a banda realizou uma turnê pela América Latina. Em 2007 a banda representou o Brasil na Wacken Metal Battle (após ter vencido as seletivas estaduais e nacionais no Brasil) na Alemanha e venceu o torneio recebendo um acordo com o selo Wacken Records.

Em 2008 a banda lançou “Hellbound” que resultou em uma nova turnê européia desta vez com mais de 60 shows em vários países, inclusive no festival Wacken Open Air, desta vez não na Metal Battle, mas sim como umas das principais atrações. Em 2009 a banda excursionou pela Europa com as bandas Overkill e Exodus em 12 shows por países como Espanha, Alemanha, Suiça, Itália, Holanda e República Tcheca. No ano passado lançaram “Aequilibirum” que é o mais recente lançamento do grupo.  Vou comentar hoje sobre o álbum “Hellbound” e em breve trago uma resenha do álbum mais recente.

Capa do álbum “Hellbound”
Faixas:
1 – MMXIII
2 – Living for the Kill
3 – The Beast Within
4 – The Fall of a Man
5 – Chaos Corporation
6 – Man Behind the Mask
7 – In the Cyberwar
8 – Twilight for All Mankind
9 – The Four Winds
10 – Hellbound
Lançamento: 2008
Gravadora: Hellion Records

O Torture Squad sempre foi uma banda que esteve no underground, batalhando por um lugar ao sol. A cada álbum que o grupo paulista lançava notava se uma evolução e isso fez com que a banda com a sequência “Pandemonium” em 2003 e “Hellbound” em 2008 conseguisse finalmente alcançar vôos mais altos. Sem contar com o lançamento de “AEquilibrium” no ano passado. Com Hellbound o grupo se firma como um dos maiores nomes do metal nacional, e diferentemente do álbum anterior com base no Death Metal com influencias do Thrash, este tem bases no Thrash Metal com influencias do Death. Bom, vamos ao som!

MMXII é uma introdução instrumental com orquestrações que dão um clima apocalíptico. Na sequência temos Living for the Kill que tem em seu primeiro minuto de música um instrumental com a guitarra veloz e bateria destruidora, então entra o vocal de Vitor Rodrigues que chega com a faca nos dentes. Vale destacar ainda o pequeno solo de baixo. The Beast Within tem um instrumental de arrepiar, riffs velozes e certeiros, bateria quebrando tudo e incessantes linhas de baixo. Vitor Rodrigues mostra sua versatilidade ora em vocais super graves e ora em vocais super rasgados. Impossível não sair batendo cabeça no quarto mesmo, uma música que vai deixar muito neguinho com torcicolo. The Fall of a Man é uma das mais pesadas do álbum, indo bem para os lados do Death Metal, a música conta com vocais mais graves que nas anteriores e um clima denso criado pela levada na guitarra em conjunto com a cozinha da banda. Destaque para o guitarrista Mauricio com um ótimo solo de guitarra e uma levada absurdamente densa. Chaos Corporation é mais uma com um instrumental veloz e destruidor e todos os instrumentos estão em perfeita sincronia. Destaque para o baterista Amílcar Christófaro e o refrão grudento. Chegamos à metade do álbum e provavelmente os ortopedistas já vão ganhar muitos clientes fãs da banda depois de tanto bater cabeça hehe.

Man Behind the Mask começa com diálogos, a música que tem como destaques as ótimas linhas de bateria e Vitor Rodrigues berrando loucamente, além de um bom refrão. A partir daqui o álbum começa a apresentar surpresas um tanto inesperadas nas músicas. In the Cyberwar é uma música bem cadenciada perto das outras e alterna momentos mais lentos e mais velozes com destaque para a guitarra de Mauricio, uma faixa bem pro lado Thrash. Twilight for All Mankind é outra que surpreende os fãs da banda com uma bonita intro no violão, mas não evita o peso e a quebradeira típicos da banda, apesar de ser um pouco mais melódica. A música volta a ter seus momentos acústicos onde o baixo de Castor ganha destaque, antes de retornar a quebradeira. The Four Winds é uma faixa instrumental levada no violão com uma bela melodia e mais uma vez algo que nunca tínhamos ouvido a banda fazer. Hellbound finaliza o álbum, com a participação de Fábio Golfetti do Violeta de Outono tocando a cítara (novamente surpreendendo) e também conta com a participação de Heros Trench do Korzus na guitarra. Uma ótima música assim como todo o álbum.





Um ótimo álbum, muito bem produzido e que buscou e conseguiu fugir de clichês do estilo para fazer boas músicas. Obrigatório para os amantes do Death/Thrash e indicado para qualquer um que goste de um rock pesado muito bem tocado.

Comunidade no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=91674

Formação:
Vitor Rodrigues – Vocal
Mauricio Nogueira – Guitarra
Castor – Baixo
Amílcar Christófaro – Bateria

domingo, 12 de junho de 2011

VIPER - Theatre of Fate

Olá, pessoal. Hoje vou postar uma velharia aqui, postarei sobre a banda paulistana chamada Viper que foi formada em 1985, liderada pelo baixista Pit Passarell. A banda também foi a primeira onde o hoje mundialmente conhecido Andre Matos atuou como vocalista. Na época da criação da banda seus integrantes não passavam de 16 anos e no lançamento do primeiro álbum “Soldiers of Sunrise” em 1987, Andre Matos tinha apenas 15 anos. “Soldiers of Sunrise” de 1987 e “Theatre of Fate” de 1989 são considerados dois dos maiores clássicos do rock pesado nacional.

A banda ainda lançou “Evolution” em 1992, “Coma Rage” em 1994, “Tem Pra Todo Mundo” em 1996 e “All My Life” em 2007, além de outros EPs, demos e uma coletânea. Atualmente os únicos membros originais na banda são o baixista Pit Passarell e o guitarrista Felipe Machado. Vou comentar sobre o clássico álbum “Theatre of Fate”.

Capa do álbum “Theatre of Fate”
Faixas:
1 – Illusions
2 – At Least a Chance
3 – To Live Again
4 – A Cry from the Edge
5 – Living for the Night
6 – Prelude to Oblivion
7 – Theatre of Fate
8 – Moonlight
Lançamento: 1989
Gravadora: Eldorado

“Soldiers of Sunrise” era totalmente baseado no tradicional heavy metal britânico dos anos 80(NWOBHM) e até rendeu para a banda o apelido de “Iron Maiden brasileiro”. Após o sucesso no Brasil e mais ainda fora do país no Reino Unido, em 1989 a banda lançou “Theatre of Fate” que não tinha mais esse aspecto da NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal). Mais experientes, no álbum se nota arranjos mais trabalhados e melodias bem elaboradas e acabou indo para o chamado Heavy Metal Melódico. A mudança para o heavy melódico em 1989 dividiu os fãs, mas de fato a banda andou por caminhos que antes nunca alguém havia experimentado e ajudou a consolidar esse subgênero do metal. Se antes era o Iron Maiden brasileiro, agora era uma banda de identidade própria. Para perceber isso é simples, note as bandas que mais se aproximavam disso antes do Viper e depois do Viper. Ouça Prelude to Oblivion e depois ouça álbuns das maiores bandas do estilo como Blind Guardian (apartir de 1990), Edguy, Rhapsody, o próprio Angra e etc. Sem dúvidas umas das mais influentes bandas nacionais de Heavy Metal. A produção do álbum não é das melhores, óbvio se for considerar a época em que foi gravado, mas é bem melhor que a gravação do primeiro álbum do grupo.

Illusions é uma faixa instrumental com violão e teclado, depois entram as guitarras, bem climática. At Least a Chance conta com guitarras melódicas com riffs certeiros e cantantes, um teclado ao fundo dando um ar especial, ótimas linhas vocais e influência da música clássica, mostrando maior influência de Andre Matos nas composições deste álbum do que no anterior já que o vocalista na época iniciava seus estudos de música erudita. To Live Again tem um excelente trabalho de bateria, as guitarras soltam riffs certeiros e solos grandiosos e as linhas vocais se encaixam perfeitamente na música. A Cry from the Edge começa calma com violões e um extremamente melódico solo de guitarra que é impossível não emocionar qualquer amante do estilo. Após o solo, a música ganha em peso e velocidade, mostrando que na época o Viper unia peso e melodia como ninguém.

Living for the Night é um dos maiores clássicos da história do heavy nacional, uma intro calma com violão e um estupendo desempenho vocal de Andre Matos. A música se tornou na época um dos hinos do heavy metal no país. Prelude to Oblivion é outra música com claras influências da música clássica unida ao metal de um jeito que influenciou inúmeras bandas pelo mundo. Riffs certeiros, corais magníficos e um bom trabalho de bateria. Theatre of Fate é pesada, com guitarras rápidas e baixo pulsante. Moonlight se trata de uma adaptação da Sonata No. 14 de Ludwig Van Beethoven por parte de Andre Matos, mais uma vez mostrando a veia erudita do vocalista que colocou grande lirismo em sua voz.

Após a saída de Andre Matos do Viper que anos depois sairia da faculdade formado em composição e regência, além de cantor lírico e popular e habilitado em piano erudito e se tornaria um dos fundadores do Angra, a banda não conseguiu mais se manter no topo. Em 1996 a banda parou e regressou somente em 2005 e em 2009 pararam novamente. Atualmente não se sabe se o grupo está apenas parado ou se acabou definitivamente.





Myspace: http://www.myspace.com/viperbrazil

Formação do álbum:
Andre Matos – Vocal e Teclado
Yves Passarell – Guitarra
Felipe Machado – Guitarra
Pit Passarell – Baixo
Sérgio Facci – Bateria