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sábado, 21 de janeiro de 2012

MYTHOLOGICAL COLD TOWERS - Immemorial

A banda Mythological Cold Towers foi formada na cidade de Osasco no estado de São Paulo em 1994 fazendo um Doom/Death Metal. De lá para cá a banda paulista lançou quatro álbuns, sendo o primeiro de 1996 “Sphere of Nebaddon (The Dawn of a Dying Tyffereth)”. Em 2000 foi lançado o álbum “Remoti Meridiani Hymni (Towards the Magnificent Realm of the Sun)” e em 2005 foi a vez de “The Vanished Pantheon”.

As letras das músicas da banda versam sobre as civilizações pré-colombianas, sobre suas glórias e decadência. Após 6 anos sem um novo álbum, finalmente no ano passado o quarto trabalho dos caras foi lançado sob o nome “Immemorial”, que não foi um lançamento qualquer, mas sim um puta de um álbum.

Capa do álbum
Faixas:
1 – Lost Path to Ma Noa
2 – Akakor
3 – Enter The Halls of Petrous Power
4 – The Shrines of Ibez
5 – Like an Ode Forged in Immemorial Eras
6 – The Falen Race
7 – Immemorial
Lançamento: 2011
Gravadora: Cyclone Empire

O álbum não irá reiventar o Doom Metal, muito pelo contrário, se nota muita influência das bandas dos anos 90. Sem excessos e experimentalismos como no álbum anterior da banda, “Immemorial” soa bastante básico, mas sem cair na mesmice e ser clichê. A banda cria um ambiente melancólico, obscuro e épico com extrema qualidade. O álbum tem suas letras baseadas em um conceito, as lendas da suposta cidade perdida de Akakor que seria uma cidade de origem pré-colombiana localizada na Amazônia brasileira. Muitos pesquisadores e aventureiros que partiram em busca das ruínas se perderam em meio à floresta e acabaram morrendo.

A melodica Last Path to Ma Noa abre o álbum e já nos traz o ambiente de tristeza e melancolia mortal que impregna o álbum. As linhas de teclado muito bem postadas dão o toque mais melódico em meio ao pesado ambiente criado na música que possui uma ótima base na guitarra. Akakor segue numa linha próxima a faixa anterior com os teclados dando um ar mais melódico,  a faixa também ressalta o lado mais épico da banda pegando influências no Gothic Metal. Riffs bem bolados e um solo eficiente complementam a ótima faixa. Enter the Halls of Petrous Power nos traz um doom tradicional que consequentemente acabam se destacando as guitarras em um grandioso trabalho com riffs grudentos e solos eficientes.

The Shrines of Ibez é bastante homogênea sem alterações no andamento, com aquela pegada cadenciada de riff após riff trazendo a melancolia. A faixa lembra um pouco o Candlemass e destaco a interpretação vocal de Semaj. Like an Ode Forged in Immemorial Eras é mais uma com riffs pegajosos em um ótimo trabalho de guitarras. A longa The Falen Race tem uma boa levada com ótimos riffs e o melhor trabalho de bateria do álbum. A faixa título encerra o álbum de modo triste e sombrio no melhor estilo Doom Metal.






A produção do álbum é de ótima qualidade que ressalta ainda mais as guitarras que são o grande destaque do trabalho. Com este álbum a Mythological Cold Towers atingiu o seu ápice se firmando como um dos principais representantes do Doom Metal no Brasil.

Facebook: http://pt-br.facebook.com/officialmythologicalcoldtowers
Myspace: http://www.myspace.com/mythologicalcoldtowers

Formação:
Hamon - Drums
Shammash - Guitars
Nechron - Guitars
Samej - Vocals
Thormianak - Bass (live member)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

IMAGO MORTIS - Vida: The Play of Change

Finalmente uma banda do Rio de Janeiro para alegria de quem disse que eu era anti o Rio de Janeiro rsrs. Brincadeiras à parte, a Imago Mortis é uma banda de Doom Metal formada no Rio de Janeiro em 1995. Seus temas líricos são focados e inspirados pela morte e pela filosofia existencialista, a idéia central da banda é que o caminho para dar um sentido à vida é compreender a mortalidade do homem. “Imago Mortis” é uma expressão em latim que seria algo como “Imagem da Morte”.

O primeiro álbum dos cariocas foi “Images from the Shady Gallery” que foi bem recebido pela critica especializada. Em 2002 o grupo lançou “Vida – The Play of Change” que consolidou a banda como uma das melhores do país na época. No ano de 2006 veio o álbum “Transcendental” que até o momento é o último da banda. Devido a uma série de problemas a banda parou suas atividades logo após o lançamento do álbum. Agora em 2011 a banda voltou suas atividades e novidades estão por vir. Vamos a resenha do álbum que é considerado por muitos o melhor da banda, “Vida – The Play of Change”.

Capa do álbum “Vida – The Play of Change”
Faixas:
1 – Long River
2 – Central Hospital
3 – Three Parchae
4 – Pain
5 – Envy
6 – Me and God
7 – The Silent King
8 – Insomnia
9 – Terminal Christ
10 – Unchained Prometheus
11 – Saudade
Lançamento: 2002
Gravadora: Die Hard Records

No álbum anterior a Imago Mortis explorou em seus temas líricos o lado escuro da mente, refletindo sobre as ligações amor-morte, religião-morte e arte-morte. Vida é um álbum conceitual e vai ainda mais fundo, o álbum conta a história de uma pessoa que sofre de VIDA, uma doença terminal e sem cura. Cada música conta um passo da história, do estado da pessoa que leva o encontro dessa pessoa com a morte. Os membros da banda disseram que para elaborar este conceito fizeram muitas pesquisas sobre estudos realizados com doentes terminais e com obras filosóficas sobre o tema. Além disso, visitaram hospitais para ter contato com médicos e pacientes terminais.

Long River abre o álbum com uma boa melodia e riffs cortantes. Os backing vocals bastantes presentes na música dão um toque especial. O vocal de Alex se encaixou muito bem na música e a bateria tem uma boa pegada. Central Hospital é a faixa seguinte, onde a maior parte só há voz e piano. Os efeitos da música nos levam a imaginar estar sozinhos num hospital. Por volta da metade da faixa os riffs de guitarra vão adicionando peso a música. Uma ótima música onde o personagem (chamado como ME) acorda e percebe que está num hospital. Three Parchae tem um ótimo instrumental com destaque para a guitarra distorcida de Fabrício Lopes. O piano de Alex Guimarães também marca presença e o maior destaque da música é Alex Voorhees que interpreta o personagem de maneira magnífica, passando ao ouvinte todo o desespero e desolação do personagem ao receber a notícia que está morrendo. Pain é a mais agressiva e rápida do álbum, os vocais são mais gritados e urrados que passam toda a dor do personagem que clama por anestésicos. Destaques para o baixo e a bateria que deixam a música com uma ótima levada, e o piano que em um momento da música surge em meio à fúria dando um toque bem psicopata rsrsrs. Envy é mais uma faixa pesada com influencia da música clássica tirada de Toccata And Fugue In D Minor de Bach. Nesta faixa impossível não destacar o baterista André Delacroix com muita técnica e varias variações, a música mais complexa do álbum. A letra é uma das mais fortes e tensas do álbum, fala da inveja do doente ao ver pela janela do hospital as outras pessoas, a felicidade delas o faz ficar ainda pior.

Me and God é uma balada onde marcam presença os violões. Tem uma melodia agradável na guitarra e no violão, além de um ótimo solo. Ainda se destacam o vocal limpo de Alex e as linhas de teclado. Aqui o personagem já em total desespero tenta apelar para Deus, rezando e pedindo perdão em troca de prolongar sua vida. The Silent King tem uma sonoridade mais rock’n roll, onde o personagem já está cansado e começa a sonhar com o diabo (o rei silencioso). A música tem bons solos de guitarra e uma cozinha muito entrosada. Os vocais são um pouco mais rasgados. Insomnia é bem climática, inicia com um longo e inspirado solo de guitarra. As linhas de teclado junto ao andamento da música e os sussurros ao fundo dão um ar bastante melancólico à música onde o personagem passa a noite, sua última noite refletindo sobre a morte. No fim a música ganha em peso, e o vocal de Alex merece destaque pela interpretação. Terminal Christ segue com o clima da anterior e o personagem desiste de vez da vida e também marca a morte do personagem. Os destaques são o baterista André Delacroix e o guitarrista Fabrício Lopes, além do teclado que preenche muito bem a música. Unchained Prometheus é uma música instrumental no piano de Alex Guimarães, bem melancólica, simula o funeral do personagem. Saudade finaliza o álbum, segundo a banda é versada em português pelo fato da palavra só existir no português. A música é cantada por Fabrício Lopes e levada no violão e simboliza os bons momentos e boas recordações que temos das pessoas queridas.

Um trabalho magnífico da Imago Mortis, que não á toa foi considerado um dos melhores trabalhos do metal nacional quando foi lançado.






Formação no álbum:
Alex Voorhees – Vocal
Fabrício Lopes – Guitarra e Backing Vocal
Fabrício Barretto – Baixo e Backing Vocal
Alex Guimarães – Teclado, Órgão, Hammond e Backing Vocal
André Delacroix – Bateria

Formação atual:
Alex Voorhees – Vocal
Rafael Rassan - Guitarra
Marcelo Val - Baixo
Marcos Ceia - Teclado
André Delacroix - Bateria