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domingo, 13 de novembro de 2011

DEADLY CURSE - Renegade

A banda Deadly Curse foi formada na cidade de Goiânia em 2005 com o intuito de fazer um Thrash Metal old school. Os goianos lançaram uma demo chamada “Deadly Curse” em 2007, e após o lançamento a banda sofreu algumas mudanças em sua formação.

Com as mudanças de formação, o direcionamento musical também passou por alterações, e em 2009 foi lançado o debut da banda intitulado “Renegade” que  mesclava vários subgêneros do heavy metal. Vamos fazer então alguns comentários sobre o primeiro álbum da Deadly Curse que se tornou umas das grandes revelações do estado goiano.

Capa do álbum
Faixas:
1 – Renegade
2 – Self Destruction
3 – All My Pain
4 – Illusion
5 – Hate and Anger
6 – My Worst Enemy
7 – Enchantment of Pain
8 – Hopeless
9 – The Unbeliever
Lançamento: 2009
Gravadora: Independente

A Deadly Curse é uma daquelas bandas que é impossível aplicar um rótulo e os enquadrar em algum dos subgêneros do metal. A banda mescla muito bem o Thrash com o Death e com o Metalcore e até mesmo flerta com o Heavy Metal tradicional. A banda não se perde em nenhum momento no meio dessa mistura e realiza em Renegade um som que pode facilmente agradar tanto a fãs do thrash e death como do metalcore.

Renegade é a faixa de abertura somente instrumental que no inicio lhe ambienta em um clima que te deixa ansioso, e depois entram riffs super melodiosos. Self Destruction é a segunda faixa e já começa vigorosa com uma pegada veloz na bateria e riffs certeiros. O baixo está sempre presente (algo raro hehe) de forma furiosa e os vocais são impecáveis, uma das melhores faixas do álbum que grudou na minha cabeça que nem chiclete velho gruda na sola do tênis (comparação infame, eu sei). Seguindo o play temos All My Pain que começa com as guitarras fuzilando riffs nos tímpanos da galera. A música prossegue pesada com uma boa levada da cozinha que se mostra entrosada e se torna mais melódica nos solos de guitarra que são o grande destaque da faixa, um belo trabalho dos guitarristas Kellerman Paulo e Maciel de Paiva. Illusion é a faixa seguinte e mantém o alto nível das antecessoras com riffs fritando, pegada veloz na bateria, baixo alucinado e grande interpretação vocal que passa perfeitamente o “feeling” de desespero impregnado no álbum, mais uma das faixas destaque.

Hate and Anger conta com um ótimo desempenho da dupla de guitarristas, mas o destaque fica para o baterista Victor Spidom com uma pegada bastante técnica e viradas muito bem sacadas. My Worst Enemy é outra faixa de destaque no álbum. A música é mais cadenciada que todas as anteriores e também deixa mais evidente o lado melódico da banda, vale ressaltar ainda os solos de guitarra regados a influências do metal tradicional e o melhor refrão do álbum. Enchantment of Pain vem em sequência e é mais uma com grande influência do metalcore. Os vocais contrastantes de Thiago Andrade e Artur Dias se mantêm super eficientes e com ótimas interpretações, ainda há espaço para ressaltar o ótimo trabalho de Artur Dias no baixo e os bons solos de guitarras. Hopeless apresenta um inicio tranqüilo (que por motivos que ainda desconheço me trouxe o Metallica à cabeça). Logo a calmaria se apaga e a agressividade volta na última faixa do álbum que é uma das mais thrash do trabalho, porém foi a que menos chamou minha atenção, a mais fraca de “Renegade”. Ainda há a faixa bônus The Unbeliever que é mais uma perfeita para sair batendo cabeça, só tomem cuidado com o torcicolo caros amigos headbangers hehe.







A produção do álbum, a cargo de Francisco Arnozan e Geovani Maia, é de altíssima qualidade e perfeito para ouvir com o volume lá em cima. Um debut, mas que até parece que a banda tem anos de estrada tamanha a competência encontrada em Renegade. Ouça sem medo, pois é um ótimo trabalho do metal extremo nacional!

O álbum está disponível para download, pois não há mais o material físico disponível para venda, e também está disponível para download o novo single da banda "Blind Faith" que estará no próximo álbum dos goianos.
Download do álbum: http://metalmedia.com.br/deadlycurse/downloads/deadlycurse_renegade.rar
Download do single: www.metalmedia.com.br/deadlycurse/downloads/deadlycurse_blindfaith.rar


Formação:
Thiago Andrade - Vocal
Kellerman Paulo - Guitarra
Maciel de Paiva - Guitarra
Artur Dias - Baixo e Vocal
Victor Spidom - Bateria


sábado, 23 de julho de 2011

ECLIPTYKA - A Tale of Decadence

A banda Ecliptyka foi formada na cidade de Jundiaí no estado de São Paulo em 1999. É difícil rotular o som da banda, pois nota se influências dos mais variados gêneros do heavy metal, indo metal melódico ao death metal. A Ecliptyka já dividiu o palco com bandas como Dr.Sin, Tuatha de Danann, Mindflow, entre outras importantes bandas nacionais.

Em 2007 a banda lançou sua primeira demo sob o nome “The First Petal Falls”. Em julho de 2008 realizaram shows na Europa por cidades da Alemanha e da Bélgica. Agora em 2011 tivemos o lançamento do primeiro álbum da banda chamado “A tale of Decadence”. Os temas líricos variam de problemas ambientais e crueldade com animais até temas políticos e guerras.

Capa do álbum “A Tale of Decadence”
Faixas:
1 – The Age of Decadence
2 – We Are The Same
3 – Splendid Cradle
4 – Fight Back
5 – Dead Eyes
6 – Echoes From War
7 – Hate
8 – Why Should They Pay?
9 – Look at Yourself
10 – I ve Had Everything
11 – Unnatural Evolution
12 – Eyes Closed
13 – Berço Esplêndido
Ano de lançamento: 2011
Gravadora: Die Hard Records

Temos aqui mais uma banda para os amantes de vocais femininos no Heavy Metal, mas nada que soe como cópia de bandas como Nightwish e Epica. The Age of Decadence abre o disco com uma faixa somente instrumental no piano, cria um belo clima para iniciar o álbum. Em seguida temos We are the same, uma música pesada com riffs bem bolados e um dueto de Helena Martins com Marcelo Carvalho do Hateful que faz uma participação especial na música com os vocais guturais. Uma boa música para iniciar de vez o álbum. Splendid Cradle conta com a participação especial de Danilo Herbert em um dueto com Helena Martins. Destaque para os riffs certeiros e o bom solo, a faixa ainda conta com um bom trabalho na bateria. Em Fight Back temos Guilherme mostrando seu potencial no scream vocal em contraste ao vocal mais suave de Helena. O trabalho nas guitarras é mais uma vez o destaque nesta faixa. Dead Eyes começa de forma bem pesada com forte pegada na bateria. A música segue com uma veia progressiva e com o vocal de Helena que a torna mais cadenciada. O trabalho na bateria é o grande destaque da música.

Echoes from War é uma faixa instrumental, uma espécie de vinheta para a faixa seguinte. Hate é outra com quebradeira na bateria logo de cara. A vocalista Helena Martins se sobressai nesta faixa com ótimas linhas vocais. Os vocais guturais contrastam bem com Helena e a música toda apresenta uma boa levada na bateria. Why Should They Pay segue numa linha parecida com a anterior, interessante trabalho na bateria e destaque para os vocalistas. Look at Yourself vai por caminhos mais próximos ao heavy tradicional, mas com a modernidade que a banda apresenta em todo o álbum. A faixa tem um bom refrão e riffs inspirados, uma das melhores do álbum. I’ve had Everything é mais leve que todas as outras músicas do álbum. Se falta peso em relação às outras, sobra feeling por parte da vocalista que é o destaque da faixa. Unnatural Evolution volta com o peso de outrora. Uma ótima música, com a cozinha entrosada e eficiente, ótimo trabalho dos vocalistas e riffs certeiros. Eyes Closed é uma balada cheia de feeling e fecha o disco com uma bela interpretação da vocalista Helena Martins. Berço Esplêndido é uma faixa bônus cantada em português e com participação de Danilo Herbert do Mindflow.





Myspace: http://www.myspace.com/ecliptyka
Facebook: http://pt-br.facebook.com/ecliptyka
Comunidade no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=399195

O debut do Ecliptyka é um trabalho extremamente profissional e de muito bom gosto. Vale a pena ouvir! Que a banda coloque o pé na estrada e continue evoluindo, pois tem potencial para se tornar muito maior.

Formação:
Helena Martins – Vocal
Guilherme Bollini – Guitarra e vocal
Helio Valisc – Guitarra
Eric Zambonini – Baixo
Tiago Catala – Bateria