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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

SHADOWSIDE - Inner Monster Out

A banda Shadowside foi formada na cidade de Santos em 2001. No mesmo ano a banda lançou um EP que foi muito elogiado pela critica especializada e com um ano de carreira já estavam abrindo shows para bandas como Nightwish, Shaman e Primal Fear. Em 2005 veio o primeiro álbum sob o nome “Theatre of Shadows” que também foi bem recebido por fãs e critica e foi considerada por muitos como umas das melhores bandas do ano e resultou em uma turnê. Mas foi em 2007 que a banda explodiu no mundo sendo a vencedora do “AirPlay Direct All Things Digital Hard Rock / Heavy Metal Contest”, deixando para trás mais de 1000 bandas de todo o mundo. Com a exposição ganha com a vitória na competição assinaram com a gravadora norte americana Chavis Records para o relançamento do álbum no mundo todo.

A banda também foi destaque da “Indianapolis Metal Fest” em 2007 e assim fecharam uma turnê com vários shows pelos Estados Unidos e participações em vários festivais norte americanos como o Rocklahoma que é um dos maiores eventos do estilo no mundo onde tocaram para um público de 60.000 pessoas. A banda lançou o seu segundo álbum “Dare to Dream” em 2009, mais uma vez muito bem recebido pela critica que tornou o Shadowside a banda brasileira de maior expressão nos Estados Unidos depois do Sepultura. Em 2011 a banda lançou o seu terceiro álbum intitulado “Inner Monster Out”, sobre o qual comentarei agora.

Capa do álbum
Faixas:
1 – Gag Order
2 – Angel With Horns
3 – Habitchual
4 – In The Name of Love
5 – Inner Monster Out
6 – I’m Your Mind
7 – My Disrupted Reality
8 – A Smile Upon Death
9 – Whatever Our Future
10 – A.D.D
11 – Waste of Life
12 – Inútil (Ultraje a Rigo cover – Bonus Track)
Lançamento: 2011
Gravadora: Voice Music


A Shadowside já vinha colhendo os frutos de seu trabalho nos álbuns anteriores e agora com este “Inner Monster Out” notamos claramente que a banda continua evoluindo. A banda não soa mais Power Metal, as músicas estão mais pesadas e agressivas com influências do Thrash Metal e do New Metal, especialmente por parte do guitarrista Raphael Mattos. Dani Nolden também apresenta em alguns momentos vocais mais agressivos do que nos trabalhos anteriores e continua mostrando que nem só de vocais líricos sobrevivem as vocalistas de heavy metal. A produção do álbum é perfeita com um som cristalino, méritos do sueco Fredrik Nordstrom que produziu o álbum, considerado um dos maiores produtores de heavy metal na atualidade. Por coincidência ou não, nota se que a banda neste trabalho apresenta influências bem claras das principais bandas da cena de Gotemburgo no que se refere as timbragens de guitarra.

Gag Order é a primeira faixa que começa com uns efeitos que entram na cabeça e ficam grudados. A faixa segue com boa levada na guitarra e a cozinha mostrando segurança. Angel With Horns segue numa pegada vigorosa e cativante com refrão grudento e ótima interpretação de Dani Nolden, uma das melhores faixas do disco. Destaque para o timbre da guitarra, fenomenal. Habitchual é a seguinte trazendo muito peso na guitarra de Raphael Mattos (não canso de ouvir os riffs desse álbum, que timbre lindo) e Dani arrebentando nos vocais. Em In The Name of Love é de se destacar o trabalho da cozinha formada por Fabio Buitvidas na bateria e Ricardo Piccoli no baixo, os dois se mostram entrosados e segurando a quebradeira, com destaque para o baterista. Inner Monster Out conta com as participações especiais de Björn "Speed" Strid (Soilwork), Mikael Stanne (Dark Tranquillity) e Niklas Isfeldt (Dream Evil) nos vocais junto a Dani Nolden. Uma pesadíssima música para ficar na história onde ainda se destacam os riffs de Raphael Mattos.

I’m Your Mind vem na sequência, mais uma com efeitos que dão um toque especial na faixa e com riffs certeiros. Somente o refrão é que não me agradou muito. My Disrupted Reality vem com uma pegada vigorosa, cheia de efeitos no solo de guitarra e um ótimo trabalho de bateria. A Smile Upon Death segue numa levada parecida com as anteriores e com Dani com vocais ora mais agressivos e ora mais limpos, mas é uma faixa com pouco destaque dentro do álbum. Whatever Our Future tem um refrão pegajoso e uma levada na guitarra muito empolgante, além de riffs bem bolados. A.D.D e Waste of Life são as músicas finais com destaque para a última com Dani Nolden com vocais bem agressivos e uma interpretação matadora.






Um ótimo álbum, o melhor da Shadowside e que sem dúvidas só irá elevar ainda mais o reconhecimento da banda pelo mundo.


Formação:
Dani Nolden – Vocal
Raphael Mattos – Guitarra
Ricardo Piccoli – Baixo
Fabio Buitvidas – Bateria

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

SHADOWSIDE - Entrevista ao programa "Tô No Palco"

A banda Shadowside concedeu recentemente uma entrevista ao programa "Tô no Palco" da All TV. O programa vai ao ar todo domingo às 17 horas da tarde ao vivo. Confiram a entrevista.





Site da All TV: http://www.alltv.com.br/

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

SHADOWSIDE - Nova música disponível para download


A banda Shadowside, que no dia 1 de setembro irá promover a festa de lançamento do seu próximo álbum no Studio Rock em Santos, liberou uma música de seu mais novo registro para download. Trata se da faixa "Waste of Life" que pode ser feito o download pela página da PledgeMusic.com e pelo Facebook em streaming.

Facebook da Shadowside: http://www.facebook.com/shadowsideband
PledgeMusic: http://www.pledgemusic.com/projects/shadow-side

quinta-feira, 9 de junho de 2011

SHADOWSIDE - Entrevista com Dani Nolden

O blog Observatório Nerd fez uma pequena entrevista de 5 perguntas com a vocalista do Shadowside, Dani Nolden. Confira abaixo a entrevista:

1) O que anda tocando no MP3 player da Dani? Você experimenta bandas novas ou ainda prefere ficar com os ouvidos ligados nos clássicos?
Dani:  Nesses últimos dias, toca "Inner Monster Out" da Shadowside o tempo todo! (risos). Eu ainda não enjoei do disco, gostei tanto do resultado final que realmente acabou se tornando uma coisa que eu gosto de verdade de ouvir, não só de cantar. Mas é claro que não sou narcisista a ponto de escutar apenas a minha própria banda...(risos) Eu gosto muito de escutar bandas relativamente novas, coisas mais atuais como Disturbed, Rammstein, Avenged Sevenfold, eu acho esse tipo de som muito interessante, gosto do peso, da energia, porém nunca deixo de escutar meus antigos ídolos. Ainda rola muito Judas Priest, Deep Purple, Skid Row, Kiss e algumas coisas mais alternativas como Skunk Anansie.
2) Aliás, na era da disseminação do MP3 e dos muitos aparelhinhos digitais, você acredita que ficou mais fácil (pela facilidade de divulgação) ou mais dificil (pelo desapego dos fãs dos CDs físicos) para uma banda que começa de maneira totalmente independente?
Dani:  Eu sinceramente acredito que continua tão difícil quanto sempre foi. Não está mais fácil, nem mais complicado. O grande problema continua sendo se fazer ouvir... hoje podemos ter os meios de expor o material mais facilmente, supostamente para todo o mundo, mas existem tantas bandas que encontrar algo de qualidade de uma banda nova é como procurar uma agulha em um palheiro. Não que existam poucas bandas boas, ao contrário, existe muita coisa excelente que infelizmente acaba sufocada no meio de tantas outras que não valem a pena. Veja o MySpace ou o Facebook... existem incontáveis páginas de bandas e ninguém vai visitar uma por uma. Os músicos continuam precisando trabalhar e muito para provar que merecem uma chance, além de serem obrigados a serem mais criativos que os outros, não apenas na música, mas também na forma de chamar a atenção. Você tem que conseguir a atenção do seu futuro fã em potencial, mas sem encher o saco dele, sem spam. Começar nunca será fácil, mas vale a pena.
3) Vocês fizeram uma turnê com o W.A.S.P., abriram para o Iron Maiden, gravaram o novo CD com participações de músicos do Dream Evil, Soilwork, Dark Tranquility... Estar ao lado destes medalhões faz aflorar o seu lado fã ou você consegue se controlar? =)
Dani: Eu nunca tive esse lado "fã", acho que pedi apenas 2 ou 3 autógrafos em toda a minha vida, depois deixei de pedir porque achava que aquele "rabisco" tinha estragado meu encarte (risos). Também sempre vi músicos de forma muito natural, como simples pessoas que por acaso vivem da arte. Hoje todos eles são apenas colegas de trabalho, exceto o Iron Maiden, para eles apenas rockstars são colegas de trabalho, na minha opinião (risos). Nós estamos apenas engatinhando, perto deles. Mas por tudo isso, não sinto a necessidade de ter auto-controle... o máximo que acontece é sentir que aquilo tudo não parece real, afinal uma banda como o W.A.S.P. tem mais tempo de estrada que eu de idade, dá um certo frio na barriga imaginar que depois de tanto esforço, você está recebendo a oportunidade de tocar ao lado de alguém que você admira e tem uma carreira sólida e bem-sucedida. Leva um tempo para você se permitir acreditar que tudo está mesmo acontecendo.
4) Muito tem se falado nos últimos meses sobre a necessidade (ou não) de uma maior união das bandas brasileiras de metal e do apoio dos fãs brasileiros aos grupos de nosso país. O que você acha do assunto? Apoiamos o metal nacional só por ser nacional ou ainda falta um salto de profissionalismo para quem quer sair do underground?
Dani: Sinceramente, um pouco dos dois. O que o brasileiro tem que parar de fazer é torcer contra. Ninguém precisa gostar de uma banda só pelo fato dela ser brasileira, mas também não precisa desejar o fracasso das bandas que você não gosta. Não precisa fazer torcida organizada. "Gosto daquela banda, então todo o resto é lixo!". O único apoio que eu acho que o público precisa dar é escutar aquilo que o agrada, independente de ser nacional ou estrangeiro, mas ter orgulho de tudo aquilo que alcança sucesso e sai daqui. Não importa se você escuta Sepultura, mas você deve ter um orgulho imenso do que eles conquistaram, por exemplo. Mas sobre a falta de profissionalismo... ela existe? Sim, existe. A maioria das bandas não consegue a mesma qualidade de som que as bandas estrangeiras conseguem. Não existe a possibilidade de se fazer turnês no Brasil como acontece nos Estados Unidos e Europa. A grande maioria das nossas bandas são amadoras. Tem motivos pra isso? Claro que tem! A realidade brasileira não é como a dos europeus e americanos. Nós, músicos, sabemos como tudo é muito mais difícil para uma banda brasileira. Porém, o público não quer saber disso, e eles tem razão. Eles apenas querem música de qualidade. Ele quer colocar uma música pra tocar e gostar, não pensar "essa gravação é meio ruim, mas como eles são brasileiros, este é o melhor disco do mundo!" Portanto, cabe a nós, músicos, trabalhar dobrado para fazer acontecer, se quisermos, é claro. Não acho que temos que nos fazer de vítimas, porque nós escolhemos esse caminho... quando eu tinha 15 anos, ninguém apontou uma arma para mim e disse "você vai ser cantora". Eu que escolhi isso, então agora é problema meu se eu vou ter que passar noites em claro e lutar duas vezes mais que os europeus para conseguir alguma coisa. Gravar um disco é fácil, você grava em qualquer estúdio ou até mesmo em casa, gravar um disco bom já não é tão simples, gravar um disco excelente é complicadíssimo. Nós, na Shadowside, encontramos nossa qualidade de som internacional agora, gravando na Suécia com o Fredrik Nordström. Levamos dois álbuns, quase uma dezena de turnês no exterior sem luxo algum para finalmente conseguirmos levantar os recursos para fazer isso acontecer. Antes de isso ser possível, sempre procuramos fazer o melhor que estava ao nosso alcance. Começamos com um EP gravado no estúdio aqui do lado da minha casa e melhoramos aos poucos. Conforme a banda cresce, nós procuramos também elevar o nível do que apresentamos ao nosso público antigo e ao novo que ainda vai escutar. E eu quero que os fãs no Brasil gostem de nós porque acharam a música interessante, não porque somos brasileiros. O público tem que fazer a parte dele... tem que comprar o material e ir aos shows das bandas que o agradam. E os músicos tem que evoluir cada vez mais, sempre atrás do máximo que eles podem oferecer.
5) O fato de ser uma mulher à frente de uma banda de metal te traz algum tipo de dificuldade adicional? Afinal, durante muitos anos, o gênero sempre foi associado a algo como "música de macho". E falando nisso: ser tratada como musa por parte de seus fãs te incomoda de alguma maneira?
Dani: Não me incomoda nem um pouco, mas também não é algo que eu busco... eu vejo isso como um elogio, sem basear minha carreira nisso, afinal eu não quero me aposentar cedo e o tempo passa para todos (risos). O fato de ser mulher não tem realmente complicado minha vida (risos). Eu apenas vejo algumas situações engraçadas, de pessoas falando que não gostam de Shadowside porque não gostam de "gothic metal". Então quando perguntados se já escutaram Shadowside, eles admitem que não, mas assumiram que somos uma banda "gótica" por sermos uma banda com uma mulher nos vocais. Apesar de odiarmos isso, somos sempre obrigados a deixar nossos perfis na internet com aquele irritante "auto-play", para que entendam nosso som antes de nos julgarem para o bem ou para o mal por eu ser mulher (risos). Não, isso é brincadeira... eu realmente acredito que a grande maioria já sabe que "vocal feminino" não significa mais um tipo de som específico. O Inner Monster Out é um trabalho pesado, com um toque de moderno, porém bem musical, com melodias grudentas sem deixar de lado nossas raízes tradicionais e está bem diferente do padrão atual, seja para bandas com homens ou mulheres nos vocais. Não acredito que ser mulher vai trazer qualquer vantagem ou desvantagem, mas esse disco vai ser mais uma coisa nova, que uma mulher ainda não havia feito.

Matéria Original: Observatório Nerd

quinta-feira, 24 de março de 2011

SHADOWSIDE - Show de pré lançamento do novo disco em Rio Claro

Após uma longa série de apresentações ao lado do W.A.S.P.  pela Europa, a Shadowside está de volta aos palcos do Brasil. A banda confirmou show de pré-lançamento oficial do álbum "Inner Monster Out", para o próximo dia 9 de abril, no D’Vinci Music Bar, em Rio Claro (SP).
O mais novo registro fonográfico foi gravado, mixado e masterizado por Fredrik Nordström, um dos principais produtores de Heavy Metal da atualidade, no Fredman Studio, em Gotemburgo, Suécia, e será lançado oficialmente no dia 7 de junho pela gravadora norte-americana SHP Records (Universal Music). O CD traz a participação dos vocalistas Mikael Stanne (Dark Tranquillity), Björn "Speed" Strid (Soilwork), Niklas Isfeldt (Dream Evil) e Roger Moreira, lider do grupo Ultraje a Rigor!.
Para este retorno ao interior do Estado de São Paulo, Dani Nolden (vocalista), Raphael Mattos (guitarra), Ricardo Piccoli (baixo) e Fabio Buitvidas (bateria) prometem executar, em primeira mão, as composições deste novo trabalho. Esta será a primeira apresentação no país depois da extensa turnê internacional.
Os ingressos já estão à venda no D’Vinci Music Bar. Fãs de outras localidades interessados em adquirir ingressos, podem garantir presença pelo site da empresa Ticket Brasil em http://www.ticketbrasil.com.br/shadowside-dvinci-rock-bar.
Vale a pena lembrar que esta não é a primeira vez que a Shadowside se apresenta em Rio Claro. No ano passado, o quarteto foi atração principal do tradicional Festival Rock Feminino, evento realizado anualmente na cidade. Além disso, a banda já é bem conhecida pelo público da região. Eles já se apresentaram em cidades como Piracicaba, Jaguariúna, Sorocaba e Itapira sempre atraindo um bom público e conquistando novos fãs com suas composições cheias de peso, energia e intensidade.
Excursões de cidades próximas podem entrar em contato pelo e-mail manager@msproducoes.net. Mais informações pelos telefones (19) 9745.0401 e (15) 8138.0026.
Vídeos da Shadowside em estúdio estão disponíveis na página oficial do grupo no YouTube. Acesse www.youtube.com/user/ShadowsidePress7 e confira.
Serviço:
Shadowside em Rio Claro
Data: 09/04/2011
Local: D’Vinci Music Bar
Endereço: Rua 2 (Entre as Avs. 5 e 7) nº 813.
Ingressos:
1º – Lote: R$ 10,00
2º – Lote: R$ 15,00 – 20/03
3º – Lote: R$ 20,00 – No dia do Show
Ingressos online: http://www.ticketbrasil.com.br/shadowside-dvinci-rock-bar
Informações: (19) 9745.0401 – Marcos | (15) 8138.0026 – Bruno
Realização: MS Produções - www.msproducoes.net

Fonte: Whiplash

quarta-feira, 16 de março de 2011

SHADOWSIDE - Novo álbum terá participações especiais


A banda Shadowside irá lançar o seu novo álbum de inéditas no dia 7 de Junho (esse será o terceiro álbum do grupo) pelo selo norte americano SHP Records. O nome do novo trabalho da banda é "Inner Monster Out" e o tracklist será divulgado em breve, mas algumas músicas já tiveram seus nomes divulgados. O álbum foi produzido, mixado e masterizado por Fredrik Nordström, no Fredman Studio, em Gotemburgo na Suécia. Fredrik já trabalhou com bandas como Arch Enemy, Dark Tranquility, In Flames, Soilwork, Opeth, entre outras bandas.

Um fato interessante é que este álbum contará com as participações especiais dos vocalistas Mikael Stanne (Dark Tranquility), Björn "Speed" Strid (Soilwork) e Niklas Isfeldt (Dream Evil) na faixa título "Inner Monster Out". Além destas participações, a versão brasileira do álbum terá como música bônus um cover da música "Inútil" da banda Ultraje a Rigor que contará com a participação de Roger Moreira, vocalista do Ultraje.

Maiores informações podem ser conferidas no site da banda: http://www.shadowside.ws/nov24.html

SHADOWSIDE - Dare to Dream

Olá, pessoal. O post de hoje é sobre a banda Shadowside que foi formada na cidade de Santos em 2001. No mesmo ano a banda lançou um EP com o nome da banda que foi muito elogiado pela critica especializada e com um ano de carreira já estavam abrindo shows para bandas como Nightwish, Shaman e Primal Fear. Em 2005 veio o primeiro álbum sob o nome “Theatre of Shadows” que também foi bem recebido por fãs e critica e foi considerada por muitos como umas das melhores bandas do ano e resultou em uma turnê. Mas foi em 2007 que a banda explodiu no mundo, a banda foi a vencedora do “AirPlay Direct All Things Digital Hard Rock / Heavy Metal Contest”, deixando para trás mais de 1000 bandas de todo o mundo. Com a exposição ganha com a vitória na competição assinaram com a gravadora norte americana Chavis Records para o relançamento do álbum no mundo todo.

A banda também foi destaque da “Indianapolis Metal Fest” em 2007 e assim fecharam uma turnê com vários shows pelos Estados Unidos e participação em vários festivais norte americanos como o Rocklahoma que é um dos maiores eventos do estilo no mundo onde tocaram para um público de 60.000 pessoas. A banda lançou o seu segundo álbum “Dare to Dream” em 2009, mais uma vez muito bem recebido pela critica e atualmente é a banda brasileira de maior expressão nos Estados Unidos depois do Sepultura. Em 2011 a banda lançará o seu terceiro álbum no mês de junho. Bem, vamos comentar um pouco sobre o álbum que no momento é o último lançamento do grupo.

Capa do álbum "Dare to Dream"
Faixas:
1 – Nation Hollow Mind
2 – In the Night
3 – Last Thoughts
4 – Hideaway
5 – Baby in the Dark
6 – Ready or Not
7 – Memories
8 – Wings of Freedom
9 – Time to Say Goodbye
10 – Life Denied
11 – Dare to Dream
Lançamento: 2009
Gravadora: LCM / Radar Records em território brasileiro

O som da banda segue na linha do Heavy Metal tradicional com bastante influência do Hard Rock e pitadas de Power Metal. Uma vital diferença é que a banda tem uma vocalista mulher que acrescenta grande melodia nos vocais, mas seu vocal não é o tradicional vocal lírico feminino encontrado no Symphonic/Gothic/Dark metal. O vocal é melódico, mas agressivo e com um timbre bem mais grave do que o normal a escutar em vocalistas mulheres e até mesmo mais grave do que muito timbre masculino que encontramos na cena onde é comum timbres masculinos agudos.

Nation Hollow Mind é a primeira faixa do álbum, é pesada, possui riffs rápidos e certeiros e uma boa linha vocal. Destaque para a levada na guitarra. In the Night é mais cadenciada e melódica que a anterior e tem um refrão grudento. Destaque para a vocalista. Em Last Thoughts é difícil escolher um destaque, as linhas de baixo são boas, a bateria tem um ótimo trabalho e a guitarra e a vocalista continuam com ótimo desempenho. Hideaway tem uma intro no piano, é cheia de linhas de teclado e tem um refrão legalzinho. Baby in the Dark tem bons riffs, um bom e criativo solo de guitarra e um refrão grudento. Ready or Not acaba tendo pouco destaque no álbum, foi a que menos gostei, apesar de ter um bom solo de guitarra.

Memories tem como destaque os riffs certeiros da guitarra, além do solo e os vocais de Dani Nolden. Wings of Freedom lembra um pouco o Iron Maiden e tem um bom refrão. Time to Say Goodbye é uma balada levada no violão e com um vocal limpo. Não me agradou muito. Life Denied e Dare to Dream são as músicas finais, a primeira com um bom solo de guitarra, Dani com vocais mais agudos que o normal e um bom trabalho da cozinha bateria/baixo, e a segunda é praticamente um hard rock.







Formação:
Dani Nolden – Vocal e Teclado
Raphael Mattos – Guitarra
Edu Simões – Baixo
Fabio Buitvidas – Bateria