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sábado, 31 de março de 2012

PONTO NULO NO CÉU - Brilho Cego

Ponto Nulo No Céu é uma banda Catarinense fundada em 2007, formada atualmente por Dijjy, Vinícius, Júlio, André e Henrique. Um fato peculiar na banda é o de não possuírem empresário ou assessoria e fazerem tudo na raça, por conta própria, sendo totalmente independente.

Cercado de letras profundas que expressam sentimentos de desgosto em relação ao mundo em que vivemos, este trabalho não entrega ao ouvinte apenas os problemas de um planeta em decadência, mas busca fazer com que as pessoas arranquem as forças necessárias de si próprias para lutarem, enfrentarem os obstáculos da vida e se tornarem vencedoras de seus próprios desafios. A Ponto Nulo no Céu não se resume em ser uma banda, em um som, e sim uma família unida por um mesmo objetivo, a mudança, pela qual não esperamos sentados.

Capa do álbum
Faixas:
1. Brilho
2. Existência Seca
3. Nítido
4. Clarão
5. Ponto Nulo no Céu
6. Penumbra
7. Subsolo
8. Sem dor, sem vida
9. 5:45
10. Peito Aberto
11. Sopro
12. Na sombra do Ego
13. (R)Evolução Mental
Lançamento: 2011
Gravadora: Independente

A banda apresenta um Metalcore/Nu Metal , que confesso, dentre os subgêneros do heavy metal não é dos meus favoritos, mas quando uma banda apresenta uma qualidade tão elevada, fica impossível não apreciar. Certamente é uma das, se não a mais promissora banda nacional no estilo e apesar de terem lançado apenas o seu primeiro full-lenght em 2011, é perceptível o alto nível de profissionalismo. A produção do álbum a cargo de Adair Daufembach é de muita qualidade, com todos os instrumentos perfeitamente audíveis.

Outro ponto de destaque são as letras da banda cantadas em português, letras bem pensadas e estruturadas, como pouco se vê por aí. Vale ressaltar as performances e versatiliadde do vocal da banda Dijjy que a frente do instrumental pesado, alterna vocais limpos, rasgados e gritados sem comprometer em nada, ouça a faixa Nítido e Subsolo e comprove. Ainda destaco as faixas Brilho que apresenta uma agradável melodia no violão enquanto se ouve vozes em vários idiomas diferentes dizendo, “O mesmo brilho que revela também pode cegar. Você só enxerga o que quer. Só enxerga se quiser.”e Clarão com um ótimo trabalho na bateria. As guitarras são os destaques de (R)Evolução Mental e Penumbra.

Certamente um álbum que agradará aos fãs do Metalcore e da música de qualidade. Uma banda que merece atenção, pois tem potencial para ir longe no cenário nacional.





Site oficial: http://www.pontonulonoceu.com.br/
Twitter: https://twitter.com/#!/pontonulonoceu
Facebook: http://www.facebook.com/PontonulonoceuPNNC

Download do álbum: http://bit.ly/xQ4TJh
Download do ep "Ciclo Interminável" lançado em 2008: http://bit.ly/x4NUiT

Formação:
Dijjy - Vocal
André - Guitarra
Vinícius - Guitarra
Henrique - Baixo
Júlio - Bateria

sábado, 14 de janeiro de 2012

PROJECT46 - Doa a Quem Doer

A Project46 foi formada na cidade de São Paulo em 2008, inicialmente como um pequeno projeto sem muitas ambições, indo pouco tempo depois a se transformar em uma banda de fato.

Após fixar uma formação, a banda lançou um EP auto-intitulado em 2009 que continha 4 faixas e em 2011 lançaram o seu primeiro álbum de estúdio “Doa A Quem Doer”.

Capa do álbum
Faixas:
1 – 809072
2 – Atrás das Linhas Inimigas
3 – Impunidade
4 – Capa de Jornal
5 – Se Quiser
6 – Violência Gratuita
7 – Amanhã Negro
8 - #46
9 – Dor
10 – No Rastro do Medo
11 – Acorda Pra Vida
Lançamento: 2011
Gravadora – Independente

A banda apresenta como eu diria um “heavy metal moderno” mesclando thrash, hardcore e metalcore, regado a muito groove e com ótimos trabalhos nas guitarras. Para iniciar temos a vinheta 809072 (que diabos significam esses números?) com sons de armas de fogo e gritos de desespero criando um clima bastante tenso. A pesada Atrás das Linhas Inimigas é de fato a primeira faixa do disco que já começa com riffs grudentos e passagens de baixo muito bem encaixadas em uma música cheia de groove com ótimas linhas vocais próximo ao fim da faixa. Destaque para as guitarras e os “pig squeals”, ótima faixa. Impunidade também é cheia de groove e segue na linha da anterior, mostrando a banda ciente do que faz e para onde que ir, mas é bem mais fraca que sua antecessora. Destaque para a letra da música muito bem elaborada e agressiva. Capa de Jornal é a próxima com baixo sempre presente com linhas bem postadas, mas o destaque mesmo fica para a bateria que por volta do meio da faixa apresenta um trabalho incrível. Porém faltou um refrão mais pegajoso.  Se Quiser apresenta um bom trabalho de guitarras no melhor estilo metalcore e um refrão cativante, onde aparecem vocais limpos pela primeira vez. Ainda apresenta um bom solo de guitarra, a melhor faixa do álbum.

Violência Gratuita é das mais agressivas do álbum com bons riffs e o melhor solo de guitarra do trabalho. Amanhã Negro conta com a participação especial de Dijjy da banda Ponto Nulo No Céu em mais uma faixa com riffs certeiros e bom solo de guitarra, além de um ótimo trabalho na bateria, caracterizando uma das melhores faixas do álbum. #46 é uma pequena faixa instrumental com belos arranjos acústicos que tem muito a somar para o álbum e lhe trará uma sensação de paz em meio a porrada da banda, um belo trabalho. Dor tem como destaque as linhas de bateria e sua levada agressiva, culminando em um som bastante suave em seu final dando um grande contraste, porém uma faixa de pouco destaque no álbum. No Rastro do Medo apresenta riffs matadores que são de longe o destaque da faixa que também conta com um bom solo de guitarra, é explicito que as guitarras são também o destaque desse álbum todo. Acorda Pra Vida irá finalizar o álbum e de modo inusitado acrescentará perto de seu final acordes acústicos com uma veia latina, uma grata surpresa que poderia ter sido mais explorada no álbum.





Sempre dei grande atenção às letras, e aqui vai uma questão muito pessoal, já que as letras são sempre subjetivas e cada um interpreta a sua maneira. Com exceção de Impunidade que tem uma ótima letra, as outras não me agradaram muito, liricamente as músicas podem ser bem mais trabalhadas. O álbum acaba tendo algumas faixas inferiores em qualidade a outras, mas claramente a maior parte das músicas são muito boas como Se Quiser, Atrás das Linhas Inimigas, Acorda Pra Vida e Violência Gratuita que são grandes músicas. A qualidade do áudio é excelente  por parte do produtor Adair Daufembach. Sem dúvidas um álbum que você não vai se arrepender de ouvir,  fica claro que a banda tem muito potencial para futuramente fazer trabalhos ainda melhores.


Formação
Caio MacBeserra – Voz
Vinicius Castellari – Guitarra
Jean Patton – Guitarra
Rafael Yamada – Baixo e voz
Guilherme Figueiredo – Bateria

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A RED NIGHTMARE - A Red Nightmare

A banda surge em 2010 na cidade de Belém no estado do Pará quando Zé Lucas (vocais), Patrick Corrêa (guitarra), Igor Sampaio (guitarra), Denys Ferreira (baixo) e Luciano Camara (bateria) se juntaram para mostrar a indiferença da sociedade perante temas como de escândalos políticos, destruição ambiental e guerras fomentadas, dentre outros assuntos pertinentes, que são pauta na mídia, mas que pouca importância é dada pela massa. Fazendo assim da máxima de Néstor Canclini quando afirma que, "senso comum não combina com bom senso"... Eis nossa realidade.

Para expurgar todo esse pesadelo, eles se munem de riffs pesados e violentos com passagens cadenciadas, porém embalados em letras devidamente afiadas, para jogar na cara dos apáticos todo o descontentamento, tal qual um tiro de 12. A Red Nightmare está lançando a sua primeira demo e é sobre ela que vou comentar um pouco. Vale lembrar ainda que a banda está na seletiva paraense da Wacken Metal Battle.

Capa da demo
Faixas: 
1 - Earth's Revenge
2 - Koloniale Raubwirtschaft
3 - While Someone Has Drowsiness
Lançamento: 2011
Gravadora: Independente

A demo começa com Earth's Revenge com um riff matador e pedal duplo na bateria. Entra o vocal que fica entre o gutural e o scream e a porrada aumenta, as guitarras mantem o peso durante toda a faixa com bons riffs, grande trabalho na bateria e o vocal também é destruidor. Koloniale Raubwirtschaft já começa com as guitarras alucinadas disparando riffs velozes e furiosos. A faixa tem um bom solo de guitarra, bateria se mantem quebrando tudo e o baixo marca mais presença que na anterior, apresentando um ótimo trabalho. While Someone Has Drowsiness logo de cara nos apresenta a bateria no pedal duplo e linhas de vocal gutural, durante toda a faixa o vocal se mostra perfeito. As guitarras continuam pesadas e a cozinha se mostra entrosada. 

Um ótimo lançamento desta banda que apresenta um pouco de hardcore, deathcore e metalcore, dentre outros e que mostra que não é a toa que A Red Nightmare estar na seletiva paraense da Wacken Metal Battle. Sem dúvidas um trabalho que mereçe ser ouvido por qualquer um que goste de um Heavy Metal bem feito.



Download da demo: http://www.mediafire.com/?9v20v48eow9ohwn
(Obs: Não há CD físico e o download é autorizado pela banda)

Contatos:
arednightmare@gmail.com
Zé Lucas: (91) 8702 8350
Patrick Corrêa: (91) 8291 2503
Denys Ferreira: (91) 8846 3004


Formação:
Zé Lucas (Vocal)
Patrick Corrêa (Guitarra)
Igor Sampaio (Guitarra)
Denys Ferreira (Baixo)
Luciano Camara (Bateria)