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quinta-feira, 9 de junho de 2011

SHADOWSIDE - Entrevista com Dani Nolden

O blog Observatório Nerd fez uma pequena entrevista de 5 perguntas com a vocalista do Shadowside, Dani Nolden. Confira abaixo a entrevista:

1) O que anda tocando no MP3 player da Dani? Você experimenta bandas novas ou ainda prefere ficar com os ouvidos ligados nos clássicos?
Dani:  Nesses últimos dias, toca "Inner Monster Out" da Shadowside o tempo todo! (risos). Eu ainda não enjoei do disco, gostei tanto do resultado final que realmente acabou se tornando uma coisa que eu gosto de verdade de ouvir, não só de cantar. Mas é claro que não sou narcisista a ponto de escutar apenas a minha própria banda...(risos) Eu gosto muito de escutar bandas relativamente novas, coisas mais atuais como Disturbed, Rammstein, Avenged Sevenfold, eu acho esse tipo de som muito interessante, gosto do peso, da energia, porém nunca deixo de escutar meus antigos ídolos. Ainda rola muito Judas Priest, Deep Purple, Skid Row, Kiss e algumas coisas mais alternativas como Skunk Anansie.
2) Aliás, na era da disseminação do MP3 e dos muitos aparelhinhos digitais, você acredita que ficou mais fácil (pela facilidade de divulgação) ou mais dificil (pelo desapego dos fãs dos CDs físicos) para uma banda que começa de maneira totalmente independente?
Dani:  Eu sinceramente acredito que continua tão difícil quanto sempre foi. Não está mais fácil, nem mais complicado. O grande problema continua sendo se fazer ouvir... hoje podemos ter os meios de expor o material mais facilmente, supostamente para todo o mundo, mas existem tantas bandas que encontrar algo de qualidade de uma banda nova é como procurar uma agulha em um palheiro. Não que existam poucas bandas boas, ao contrário, existe muita coisa excelente que infelizmente acaba sufocada no meio de tantas outras que não valem a pena. Veja o MySpace ou o Facebook... existem incontáveis páginas de bandas e ninguém vai visitar uma por uma. Os músicos continuam precisando trabalhar e muito para provar que merecem uma chance, além de serem obrigados a serem mais criativos que os outros, não apenas na música, mas também na forma de chamar a atenção. Você tem que conseguir a atenção do seu futuro fã em potencial, mas sem encher o saco dele, sem spam. Começar nunca será fácil, mas vale a pena.
3) Vocês fizeram uma turnê com o W.A.S.P., abriram para o Iron Maiden, gravaram o novo CD com participações de músicos do Dream Evil, Soilwork, Dark Tranquility... Estar ao lado destes medalhões faz aflorar o seu lado fã ou você consegue se controlar? =)
Dani: Eu nunca tive esse lado "fã", acho que pedi apenas 2 ou 3 autógrafos em toda a minha vida, depois deixei de pedir porque achava que aquele "rabisco" tinha estragado meu encarte (risos). Também sempre vi músicos de forma muito natural, como simples pessoas que por acaso vivem da arte. Hoje todos eles são apenas colegas de trabalho, exceto o Iron Maiden, para eles apenas rockstars são colegas de trabalho, na minha opinião (risos). Nós estamos apenas engatinhando, perto deles. Mas por tudo isso, não sinto a necessidade de ter auto-controle... o máximo que acontece é sentir que aquilo tudo não parece real, afinal uma banda como o W.A.S.P. tem mais tempo de estrada que eu de idade, dá um certo frio na barriga imaginar que depois de tanto esforço, você está recebendo a oportunidade de tocar ao lado de alguém que você admira e tem uma carreira sólida e bem-sucedida. Leva um tempo para você se permitir acreditar que tudo está mesmo acontecendo.
4) Muito tem se falado nos últimos meses sobre a necessidade (ou não) de uma maior união das bandas brasileiras de metal e do apoio dos fãs brasileiros aos grupos de nosso país. O que você acha do assunto? Apoiamos o metal nacional só por ser nacional ou ainda falta um salto de profissionalismo para quem quer sair do underground?
Dani: Sinceramente, um pouco dos dois. O que o brasileiro tem que parar de fazer é torcer contra. Ninguém precisa gostar de uma banda só pelo fato dela ser brasileira, mas também não precisa desejar o fracasso das bandas que você não gosta. Não precisa fazer torcida organizada. "Gosto daquela banda, então todo o resto é lixo!". O único apoio que eu acho que o público precisa dar é escutar aquilo que o agrada, independente de ser nacional ou estrangeiro, mas ter orgulho de tudo aquilo que alcança sucesso e sai daqui. Não importa se você escuta Sepultura, mas você deve ter um orgulho imenso do que eles conquistaram, por exemplo. Mas sobre a falta de profissionalismo... ela existe? Sim, existe. A maioria das bandas não consegue a mesma qualidade de som que as bandas estrangeiras conseguem. Não existe a possibilidade de se fazer turnês no Brasil como acontece nos Estados Unidos e Europa. A grande maioria das nossas bandas são amadoras. Tem motivos pra isso? Claro que tem! A realidade brasileira não é como a dos europeus e americanos. Nós, músicos, sabemos como tudo é muito mais difícil para uma banda brasileira. Porém, o público não quer saber disso, e eles tem razão. Eles apenas querem música de qualidade. Ele quer colocar uma música pra tocar e gostar, não pensar "essa gravação é meio ruim, mas como eles são brasileiros, este é o melhor disco do mundo!" Portanto, cabe a nós, músicos, trabalhar dobrado para fazer acontecer, se quisermos, é claro. Não acho que temos que nos fazer de vítimas, porque nós escolhemos esse caminho... quando eu tinha 15 anos, ninguém apontou uma arma para mim e disse "você vai ser cantora". Eu que escolhi isso, então agora é problema meu se eu vou ter que passar noites em claro e lutar duas vezes mais que os europeus para conseguir alguma coisa. Gravar um disco é fácil, você grava em qualquer estúdio ou até mesmo em casa, gravar um disco bom já não é tão simples, gravar um disco excelente é complicadíssimo. Nós, na Shadowside, encontramos nossa qualidade de som internacional agora, gravando na Suécia com o Fredrik Nordström. Levamos dois álbuns, quase uma dezena de turnês no exterior sem luxo algum para finalmente conseguirmos levantar os recursos para fazer isso acontecer. Antes de isso ser possível, sempre procuramos fazer o melhor que estava ao nosso alcance. Começamos com um EP gravado no estúdio aqui do lado da minha casa e melhoramos aos poucos. Conforme a banda cresce, nós procuramos também elevar o nível do que apresentamos ao nosso público antigo e ao novo que ainda vai escutar. E eu quero que os fãs no Brasil gostem de nós porque acharam a música interessante, não porque somos brasileiros. O público tem que fazer a parte dele... tem que comprar o material e ir aos shows das bandas que o agradam. E os músicos tem que evoluir cada vez mais, sempre atrás do máximo que eles podem oferecer.
5) O fato de ser uma mulher à frente de uma banda de metal te traz algum tipo de dificuldade adicional? Afinal, durante muitos anos, o gênero sempre foi associado a algo como "música de macho". E falando nisso: ser tratada como musa por parte de seus fãs te incomoda de alguma maneira?
Dani: Não me incomoda nem um pouco, mas também não é algo que eu busco... eu vejo isso como um elogio, sem basear minha carreira nisso, afinal eu não quero me aposentar cedo e o tempo passa para todos (risos). O fato de ser mulher não tem realmente complicado minha vida (risos). Eu apenas vejo algumas situações engraçadas, de pessoas falando que não gostam de Shadowside porque não gostam de "gothic metal". Então quando perguntados se já escutaram Shadowside, eles admitem que não, mas assumiram que somos uma banda "gótica" por sermos uma banda com uma mulher nos vocais. Apesar de odiarmos isso, somos sempre obrigados a deixar nossos perfis na internet com aquele irritante "auto-play", para que entendam nosso som antes de nos julgarem para o bem ou para o mal por eu ser mulher (risos). Não, isso é brincadeira... eu realmente acredito que a grande maioria já sabe que "vocal feminino" não significa mais um tipo de som específico. O Inner Monster Out é um trabalho pesado, com um toque de moderno, porém bem musical, com melodias grudentas sem deixar de lado nossas raízes tradicionais e está bem diferente do padrão atual, seja para bandas com homens ou mulheres nos vocais. Não acredito que ser mulher vai trazer qualquer vantagem ou desvantagem, mas esse disco vai ser mais uma coisa nova, que uma mulher ainda não havia feito.

Matéria Original: Observatório Nerd

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Roça N' Roll e Wacken Metal Battle Brasil

Saudações, headbangers. Todas as seletivas da Wacken Metal Battle 2011 já possuem seus vencedores que irão para a final nacional no festival Roça N' Roll em Varginha no dia 24 de Junho. O festival também ocorrerá nos dias 23 e 25 de junho com várias outras bandas como Andre Matos, Claustrofobia, Cathedral, Dr.Sin, Genocídio, Imago Mortis, Tuatha de Danann, entre outras.


Abaixo as bandas vencedoras das seletivas da Metal Battle:
Suicide Spree (Rio Branco/AC): http://www.myspace.com/suicidespree6
Nekrost (Manaus/AM): http://www.myspace.com/nekrost
Keter (Salvador/BA): http://www.myspace.com/keterband
Roadsider (Fortaleza/CE): http://www.myspace.com/roadsiderbr
Zilla (Brasília/DF): http://www.myspace.com/zillametal
Psychodeath (Serra/ES): http://www.myspace.com/psychodeath1
In The Shadows (Goiânia/GO): http://www.myspace.com/itshadows
The Imperial Betrayer (Belo Horizonte/MG): http://www.myspace.com/theimperialbetrayer
Ayin (Campo Grande/MS): http://www.myspace.com/ayinofficial
Warpath (Belém/PA): http://www.myspace.com/warpathband
Pandemmy (Recife/PE): http://www.myspace.com/pandemmy
Madness Factory (João Pessoa/PB): http://www.myspace.com/madnessfactory
Fire Shadow (Curitiba/PR): http://www.myspace.com/fireshadowfans
Hatefulmurder (Rio de Janeiro/RJ): http://www.myspace.com/Hatefulmurder
Sacrario (Gramado/RS): http://www.myspace.com/sacrariobr
Nekrós (Florianópolis/SC): http://www.myspace.com/nekrosband
Kamala (Campinas/SP): http://www.myspace.com/kmlthrash
Plague Remains (Ribeirão Preto/SP): http://www.myspace.com/plagueremains
Vetor (Santos/SP): http://www.myspace.com/vetormetal
Attomica (São José dos Campos/SP): http://www.myspace.com/attomicaofficial
Red Front (São Paulo/SP): http://www.myspace.com/bandaredfront

Site do festival: http://www.rocainroll.com/

terça-feira, 7 de junho de 2011

ARENA - Projeto de Thiago Bianchi e músicos nacionais

Novo projeto de Thiago Bianchi, ARENA conta com participações de artistas da música nacional.
Projeto formado originalmente em meados de 2000, pelos músicos e produtores, Thiago Bianchi e Tito Falaschi. Após um hiato de quase 11 anos, os idealizadores resolveram retomar os trabalhos e finalizar o disco intitulado “BRAZILIAN SOLARIS”.
Além do line up do projeto que conta com Thiago Bianchi (Shaman) nos vocais, Tito Falaschi (Symbols) baixo e voz, Gabriel Triani (Tempestt) na bateria, o disco visa celebrar o vasto celeiro musical brasileiro. Sendo assim, o time decidiu convidar grandes ícones dos instrumentos de nosso país para “emprestarem” seus talentos ao longo das 10 faixas previstas no álbum. E são eles:
Guitarras Solos: Mozart Mello, Kiko Loureiro (Angra), Edu Ardanuy (Dr.Sin), Leo Mancini (Shaman), Kadú Averbach (Wizards), André Hernandes (Andre Matos), Nelson Junior (Royal Music), André Brunnetti (Vox), Chico Dehira (Karma).
Os bateristas: Gabriel Triani (Tempestt), Marcell Cardoso (Karma), Marcelo Moreira (Almah) e Ricardo Confessori (Angra/Shaman).

Baixistas: Felipe Andreoli (Angra), Fernando Quesada (Shaman) e o próprio Tito Falaschi (Symbols).
Teclados e samplers: Gabriel Kauê (Solo Artist), Fabrizio Di Sarno (Karma/Shaman), e Carlos Ceroni (Kavla).
Percussão de Guga Machado (Angra/Shaman)
E finalmente, os vocais: Thiago Bianchi (Shaman), Tito Falaschi (Symbols), Edu Falaschi (Angra), Nando Fernandes (Ex Hangar), Christian Passos (Wizards), Thiago Buslik (Vox One) e Leo Belling (Vocal Solo), além de uma faixa surpresa com a cantora MARIA ODETE (mãe de Thiago Bianchi).
A arte gráfica ficou a cargo do grande artista Carlos Fides da ARTSIDE Studios. A faixa disponibilizada como “teaser”, é a música “TRUST” que tem a participação de Kiko Loureiro na guitarra solo, Mello Jr na guitarra base, Gabriel Kauê nos teclados, Tito Falaschi no baixo, Guga Machado na percussão, Gabriel Triani na bateria e Thiago Bianchi na voz. A música pode ser ouvida no Myspace do projeto.
O disco tem previsão para ser lançado no segundo semestre de 2011. E foi inteiramente produzido por THIAGO BIANCHI em seu estúdio, o FUSÃO STUDIOs.

domingo, 5 de junho de 2011

HANGAR - Video Clips

Olá, pessoal. Trago hoje os clipes da banda Hangar. A banda lançou um clipe para a música "Call me in the Name of Death" do seu penúltimo álbum "The Reason of Your Conviction" e um clipe para "Dreaming of Black Waves" do seu último álbum "Infallible". Os álbuns anteriores não possuem clipes.


A resenha do álbum "The Reason of Your Conviction" lançado em 2007 e baseado na história de um serial killer você pode conferir aqui.
Formação:
Nando Fernandes - Vocal
Eduardo Martinez - Guitarra
Nando Mello - Baixo
Fabio Laguna - Teclados
Aquiles Priester - Bateria


A resenha do álbum "Infallible" lançado em 2009 você pode conferir aqui
Formação:
Humberto Sobrinho - Vocal
Eduardo Martinez - Guitarra
Nando Mello - Baixo
Fabio Laguna - Teclado
Aquiles Priester - Bateria
Participação especial: Stéfanie Schirmbeck no vocal


Atualizando (11 de Setembro de 2011): Foi lançado recentemente o novo video clip da banda para seu álbum acústico "Acoustic, But Plugged In". Confiram:


Formação:
André Leite - Vocal
Eduardo Martinez - Guitarra
Nando Mello - Baixo
Fabio Laguna - Teclados
Aquiles Priester - Bateria

sábado, 4 de junho de 2011

SHAMAN - Origins

Olá, pessoal. Hoje vou postar sobre a banda paulistana Shaman que foi formada em 2000. Os formadores da banda foram Andre Matos (Voz e Teclado), Luis Mariutti (Baixo) e Ricardo Confessori (Bateria) que em 1999 haviam saído do Angra. Hugo Mariutti, irmão de Luis Mariutti foi convidado para ser guitarrista da banda provisoriamente, mas os resultados foram tão bons que ele foi efetivado como guitarrista da banda.

O termo “Shaman” que é de origem Tunguska (povo nativo da Sibéria) siginifica “aquele que enxerga no escuro” e geralmente é representado como um sacerdote que durante rituais, através de um transe manifesta poderes sobrenaturais e invoca e incorpora espíritos da natureza. Da Sibéria os xamãs (grafia brasileira) partiram para o mundo todo e no Brasil são representados pelos Pajés.

Em 2002 o grupo lançou seu primeiro álbum “Ritual” que tinha como principal característica a mescla de Heavy Metal e world music (termo usado para se referir à música tradicional e/ou música folclórica de certa cultura). O álbum foi muito bem recebido no mundo todo e resultou em uma turnê que durou cerca de um ano e meio com mais de 130 shows pelo mundo. Em 2003 foi lançado o DVD “RituAlive” que é até hoje considerado o melhor DVD do gênero lançado no Brasil. Devido a problemas jurídicos a banda passou a se chamar “Shaaman” pois havia uma banda finlandesa com o nome ‘Shaman”.

Em 2005 o grupo lançou o álbum “Reason” que tinha uma pegada mais heavy anos 80 e dividiu opiniões da critica e dos fãs. Após a turnê Andre Matos e os irmãos Mariutti deixaram a banda. Ricardo Confessori seguiu e reformulou a banda. Com essa nova formação onde a banda voltou a se chamar “Shaman” foram lançados o álbum “Immortal” em 2007 que não foi muito bem aceito pela mídia nem pelos fãs e o DVD “AnimeAlive” de 2008 com um show gravado no evento Anime Friends. Em 2010 o grupo lançou o álbum “Origins”, esse com muitas críticas positivas e junto ao álbum veio o DVD “Shaman & Orchestra Live At Masters Of Rock Of Prague” gravado num festival na Republica Tcheca. Bom, vamos então falar sobre o mais recente lançamento da banda.

Capa do álbum “Origins”
Faixas:
1 – Origins (The Day I Died)
2 – Lethal Awakening
3 – Inferno Veil
4 – Ego Pt I
5 – Ego Pt II
6 – Finally Home
7 – Rising up to Life
8 – No Mind
9 – Blind Messiah
10 – S.S.D (Signed, Sealed and Deliver)
11 – Kurenai (bônus)
Lançamento: 2010
Gravadora: Voice Music

O álbum é conceitual e conta a história do jovem Amagat, um jovem siberiano de uma distante tribo conhecida como a primeira tribo de xamãs do mundo. Os problemas começam quando ele irá passar pelo ritual que marca a chegada a fase adulta assim se tornando um guerreiro, mas o garoto acha que ser um guerreiro não faz parte dele. Assim é considerado pela tribo um covarde que resulta em sua fuga. O álbum conta em suas 10 músicas a jornada de Amagat nessa fuga buscando se descobrir e que o levara a se tornar um Shaman. A trama pode ser conferida aqui. O som da banda continua com bases no Power Metal e desta vez traz influencias do progressivo, além das influencias étnicas que sempre marcaram a banda.

A primeira faixa do álbum é uma intro com vários efeitos que nos ambienta na fuga de Amagat. Em seguida temos Lethal Awakening em que temos Léo Mancini “metralhando” riffs com sua guitarra super veloz. Uma música veloz que conta com um bom refrão e linhas de teclado que completam o som. Inferno Veil é a mais pesada do álbum, uma música rápida e agressiva que conta com um bom refrão e um ótimo trabalho de todos da banda, com destaque para o guitarrista Léo Mancini com uma boa levada e um ótimo solo. Ego Pt I traz o ambiente do xamanismo a tona com instrumentos exóticos que trazem o som étnico. Ego Pt II continua com as batidas tribais desse clima, mas já traz também o heavy metal. A música tem boas linhas vocais e um bom refrão, além de boas linhas de baixo. Aliás, o timbre do baixo de Fernando Quesada é muito bom!

Finally Home tem todo um toque especial dos teclados que dá um ar místico a música. A faixa tem um refrão grudento e boas linhas vocais, onde os destaques ficam para o baixo de Fernando Quesada e as linhas de teclado de Fabrizio Di Sarno. Rising up to Life começa calma com linhas de teclado e um vocal suave de Thiago Bianchi. A faixa não empolga muito, mas tem uma grande interpretação do vocalista Thiago Bianchi. No Mind traz de volta o peso com um riff de guitarra nervoso e a um ótimo trabalho de bateria. Blind Messiah começa suave com uma pegada étnica e depois ganha em peso e agressividade, destaque para o trabalho da bateria e o teclado. S.S.D é uma balada e finaliza o álbum de maneira suave, mas é uma música fraca dentro do álbum. A versão nacional do álbum vem com um DVD (que citei antes) como bonus e a versão japonesa vêm com a faixa Kurenai como bônus. É um cover da música da banda de metal japonesa “X Japan”, um dos grupos musicais japoneses de maior sucesso. A música magistral do X Japan foi muito bem interpretada pelo Shaman e o vocal do Thiago Bianchi ficou bem parecido ao de Toshi.






Enfim, um álbum que não revoluciona o metal, mas muito bem tocado e merece a audição dos amantes do rock pesado.


Formação:
Thiago Bianchi – Vocal
Léo Mancini – Guitarra
Fernando Quesada – Baixo
Ricardo Confessori – Bateria


sábado, 28 de maio de 2011

KRIVER - Toxic Blood

Hoje a postagem é sobre a banda Kriver que foi formada em 2009 em Recife no estado de Pernambuco quando seus membros fundadores Jahyr Cesar (vocal), Guilherme Cordasso (baixo) e Bruno Oliveira (guitarra) decidiram deixar de tocar covers e fazer seu próprio som. Após a fundação recrutaram outro guitarrista e um baterista. Segundo o pessoal da banda eles têm como uma das metas resgatar a energia do rock pesado que ultimamente as bandas estão deixando de lado e valorizando o exibicionismo técnico.

Eles definem o som da banda com base no heavy metal e hard rock dos anos 80, apesar de eu achar que o grupo está mais para o hard rock do que para o heavy metal. Mas isso não importa, o que realmente importa é que em 2010 a banda lançou o seu primeiro registro, o EP “Toxic Blood” que contém cinco faixas. A Kriver foi eleita pelos usuários do site Whiplash a melhor banda do estado de Pernambuco em 2010, e a banda está na seletiva de Recife da Wacken Metal Battle Brasil que ocorre exatamente hoje.

Capa do EP “Toxic Blood”
Faixas:
1 – Toxic Blood
2 – Dirty Thoughts
3 – Whore Love
4 – Sorrow
5 – What Is That
Lançamento: 2010
Gravadora: Hellion Records

A primeira música é Toxic Blood que tem uma boa levada na guitarra muito boa e também um bom um solo de guitarra, linhas vocais bem postadas e ainda um refrão marcante. Dirty Thoughts é anos 80 total com um bom trabalho dos guitarristas e um interessante refrão com boa participação dos backing vocals junto ao vocalista da banda. O vocalista também se sai muito bem e o baterista tem um pouco mais de destaque que na música anterior. Whore Love lembra os anos 70 no melhor estilo Led Zeppelin.

Sorrow é a mais longa do álbum, uma balada um tanto depressiva que o vocalista interpreta muito bem para dar esse clima. Os backing vocals são muito bem colocados e novamente as guitarras estão muito bem e aqui o teclado aparece pela primeira vez. O baterista tem um ótimo desempenho, mas talvez a música se fosse um pouco menor se tornaria menos enjoativa. What Is That tem seu ponto forte no refrão grudento e finaliza o EP.



Um ótimo trabalho com destaque para os guitarristas que até poderiam acrescentar um pouco mais de peso nas músicas.


Formação:
Jahyr Cesar – Vocal
Bruno Oliveira – Guitarra
Thiago Quintino – Guitarra
Guilherme Cordasso – Baixo
Ricardo Lira – Bateria

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Wacken Metal Battle Brasil

O festival Wacken Open Air (normalmente abreviado para W:O:A) é considerado o maior festival europeu de Heavy Metal. O festival ocorre anualmente no vilarejo de Wacken na Alemanha que possui uma população de cerca de 1.850 habitantes. A primeira edição do evento foi em 1990 e contava somente com bandas do underground alemão. Atualmente o evento ocorre sempre durante três dias do mês de Agosto (em 2011 nos dias 4, 5 e 6 de Agosto) e conta com bandas do mundo todo e também pessoas de todo mundo vão todo mês de agosto para Wacken acompanhar o festival. Em 2008 o festival bateu seu recorde de público e o vilarejo que possui pouco mais de 1.800 habitantes recebeu mais de 70.000 headbangers vindos de varias partes do planeta.



O que isso tem a ver com o metal brasileiro você deve estar se perguntando. Dentro do Wacken Open Air ocorre à chamada Wacken Metal Battle que dá a oportunidade para bandas de menor expressão se apresentarem. Mas há um grande processo de seleção para as bandas se apresentarem nessa batalha na Alemanha, há cerca de 30 países filiados ao festival que todo ano organizam as etapas nacionais dessa seleção, e o Brasil é um destes países com a Wacken Metal Battle Brasil que ocorreu no país pela primeira vez em 2005. Os campões nacionais de cada um desses países filiados são convidados para se apresentarem na Wacken Metal Battle na Alemanha e o campeão mundial ganha um contrato com a gravadora Wacken Records e também a oportunidade de se apresentar no ano seguinte no palco principal do Wacken Open Air.

Todo ano a seletiva ocorre no Brasil tendo como responsável pelo processo a revista Roadie Crew. As condições para poder se inscrever nas seletivas são: a banda não pode ter contrato com nenhuma gravadora ou mesmo qualquer compromisso assumido com qualquer gravadora para a gravação de um álbum que impeça a banda de assinar com a Wacken Records. E a banda deve ser capaz de apresentar durante 30 minutos somente músicas próprias. O período de inscrição normalmente vai de dezembro a fevereiro.

Cangaço, banda campeã nacional de 2010

A primeira etapa consiste em uma pré-seleção onde as bandas enviam seu material (biografia, foto e link para o Myspace com pelo menos 3 músicas próprias) e os editores e redatores da Roadie Crew irão selecionar quem passará para a fase seguinte. Em 2011 nessa fase foram inscritas mais de 500 bandas que ao se inscreverem devem escolher uma cidade como sede. Em 2011 são 21 as cidades sedes das seletivas regionais e dentre estas 500 são escolhidas cinco bandas por cidade sede, assim sendo escolhidas 105 bandas das 500. Após isso ocorrem as seletivas regionais durantes os meses de abril e maio. As bandas que vencem as eliminatórias regionais participam da final nacional no mês de junho e a campeã nacional ganha o direito de representar seu país na Wacken Metal Batlle. Os campeões brasileiros desde que a seletiva ocorre no Brasil foram:

2005 – Tuatha de Danann (Minas Gerais)
2006 – Malefactor (Bahia)
2007 – Torture Squad (São Paulo)
2008 – Threat (São Paulo)
2009 – Silence Means Death (Espírito Santo)
2010 – Cangaço (Pernambuco)

Sendo que destes, o Tuatha de Danann e o Torture Squad foram os grandes campeões da Metal Battle em 2005 e 2007, assim fechando contrato com a gravadora alemã Wacken Records. A final nacional de 2010 contou com as bandas Cangaço, Khrophus, Survive, Tierramystica, Warbiff e Warfx. Além da própria Alemanha, o Brasil é o único país que teve mais de uma banda campeã do festival. Além destas bandas que fizeram parte da Metal Battle, as bandas brasileiras Overdose, Korzus, Sepultura, Angra e Krisiun já se apresentaram no palco principal do evento. Na edição de 2011 do Wacken Open Air que irá contar com mais de 100 bandas se apresentando durantes os 3 dias de evento, além da banda que irá representar o Brasil na batalha, o Sepultura e o Torture Squad serão as bandas brasileiras que tocarão no palco principal.

Flyer do festival

Atualmente as seletivas estão ocorrendo a todo vapor pelo Brasil e no começo de junho já teremos todos os campeões regionais. As cidades sede são: Rio Branco (AC), Manaus (AM), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Serra (ES), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Belém (PA), João Pessoa (PB), Recife (PE), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Gramado (RS), Florianópolis (SC), Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), Santos (SP), SJ Campos (SP), São Paulo (SP).

A final nacional de 2011 ocorrerá no festival Roça "N' Roll em Varginha no estado de Minas Gerais. Estaremos acompanhando as seletivas e trazendo informações dos vencedores.

Para maiores informações acesse o site da Metal Battle Brasil: http://www.metal-battle.com.br/index.html