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terça-feira, 5 de julho de 2011

ALMAH - Revelada capa e nome do novo álbum

O novo álbum da banda ALMAH, sucessor do aclamado “Fragile Equality”, se chamará“Motion”. O material se encontra sendo finalizado no Norcal Studios em São Paulo, e conta com a produção de Edu Falaschi e Felipe Andreoli.

A arte da capa e todo o seu conceito foram também concebidos pela dupla composta por Felipe Andreoli e Edu Falaschi. "A capa foi criada por mim com o meu próprio iPhone. Tirei uma foto em Paris e usei alguns aplicativos para criar esse efeito de movimento, em seguida, Felipe usou essa imagem colocando-a em alta resolução usando o photoshop, além de agregar novos elementos a ela. Desta vez, queríamos algo moderno e direto para representar a nossa música, e nós estamos totalmente certos de que conseguimos o resultado que buscávamos desde o início”, revelou Edu Falaschi.




“Motion” será simultaneamente lançado, no segundo semestre do corrente ano, pela AFM Records na Europa e América do Norte, Laser Company no Brasil e Victor JVC no Japão.

Em paralelo, a banda ALMAH iniciou o processo de agendamento das datas que irão compor a turnê em suporte ao seu novo álbum, “Motion”. Para mais informações sobre como contratar a banda ALMAH para shows em qualquer lugar do Brasil, basta entrar em contato com a empresa Furia Music através do telefone + 55 (11) 9374-8644.

sábado, 2 de julho de 2011

BURNING IN HELL - Burning In Hell

Vou postar hoje sobre a banda de Power Metal chamada Burning In Hell que foi formada em Caxias do Sul em 1995. De 95 até hoje a banda lançou duas demos que foram “Under My Dominate” de 1996 e “World of Illusion” de 1999. Após as ótimas críticas lançaram o álbum “Burning In Hell” em 2004 que vendeu muito bem no Brasil e no Japão e em 2007 lançaram o álbum “Believe” que até o momento é o último registro do grupo.

Apesar do nome Burning In Hell que logo sugere uma banda de Black Metal, o grupo que faz um Power Metal escolheu o nome pois queria um nome forte e impactante que tivesse a ver com o que eles focariam nas letras que é o período histórico em que a Igreja atuava com a Inquisição e queimava hereges, acusados de bruxaria e etc. A banda já passou pela troca de alguns membros e até mesmo pela morte do guitarrista Emanuel Pieruccini em 1999 que foi junto com Marcelo Moreira (Bateria) e Leandro Moreira (Vocal) um dos fundadores da banda. Em 2008 o baterista Marcelo Moreira entrou para a banda Almah, banda criada pelo vocalista do Angra Eduardo Falaschi e desde então parece que a banda está meio parada. Este ano surgiram álbuns boatos de que a banda estaria lançando um novo álbum, mas nada passou de boatos.

Capa do álbum “Burning In Hell”
Faixas:
1 – Freedom
2 – Shadows of War
3 – The End of the World
4 – Forever I’ll Be Here
5 – Slave of Darkness
6 – Welcome to the Battle
7 – Last of the Dragons
8 – Sheding Bloody Tears
9 – World of Illusion
10 – Brave Warriors
11 – The Battle Will Begin
Lançamento: 2004
Gravadora: Encore Records

As principais características encontradas aqui são os vocais agudos de Leandro Moreira, mas sem abusar de agudos desnecessários, instrumental bem rápido e refrãos grandiosos. A banda não inova muito, são claras as influencias de bandas como Blind Guardian, HammerFall, Helloween e etc.Mas os caras tocam e muito bem esse tradicional Power Metal. Kiko Loureiro do Angra faz participações especiais nas faixas “Forever I’ll Be Here” e “Shadows of War”.

Freedom abre o álbum com ótimos e velozes riffs de guitarra e a música toda segue com uma boa levada do instrumento. As linhas vocais não variam muito, mas são muito boas com ótimos agudos e backing vocals que dão um ar especial ao refrão o deixando mais épico e é perfeito para ser gritado como grito de guerra nos shows. A bateria acelerada também merece destaque. Shadows of War é mais uma com riffs velozes e certeiros, bom solo de guitarra e um refrão marcante. The End of the World não é tão veloz como as faixas anteriores e o vocalista não solta tantos agudos. Dentro do álbum não se destaca muito. Forever I’ll Be Here tem seus momentos de velocidade e outros mais lentos e não é tão pesada como as duas primeiras faixas. O refrão é marcante com um ótimo jogo de vozes de fundo em meio à voz do vocalista Leandro Moreira. O solo de guitarra é bom e a música também tem bons riffs e um ótimo trabalho do baterista Marcelo Moreira. Slave of Darkness começa com leves toques no teclado e um coral grave um tanto diferente, mas muito legal. Depois do coral a música retorna a tradicional velocidade da banda e os agudos de Leandro Moreira. O coral retorna no refrão grudento da música e os guitarristas se destacam mais uma vez com bons solos e riffs.

Welcome to the Battle segue a linha veloz da banda e os destaques ficam para o vocalista, os corais e o refrão. Land of the Dragons não se destaca tanto no álbum, mas o trabalho do baterista merece destaque nessa faixa. Shedding Bloody Tears é a mais longa do álbum e se diferencia pelo seu inicio meio pomposo e o refrão que lembra bastante o Rhapsody of Fire. World of Illusion é uma pequena música, uma espécie de vinheta. Brave Warriors tem um ótimo solo de guitarra e um bom refrão. The Battle Will Begin finaliza o álbum com uma faixa instrumental bem sacada e com bons riffs.






Um bom CD onde os guitarristas Geraldo Aita e Ricardo Reolon são os grandes destaques de um tradicional Power Metal muito bem tocado.


Formação do álbum:
Leandro Moreira – Vocal
Geraldo Aita – Guitarra
Ricardo Reolon – Guitarra
Gabriel Dória – Baixo
Marcelo Moreira – Bateria

quarta-feira, 29 de junho de 2011

ANGRA - Edu Falaschi fala sobre Tarja Turunen e Rock In Rio

O vocalista das bandas ANGRA  e ALMAH, Edu Falaschi, revelou alguns detalhes sobre como será a parceria com a vocalista Tarja Turunen (ex-Nightwish) no festival Rock in Rio. Assista no vídeo abaixo.




O ANGRA será uma das atrações do Palco Sunset, que será responsável pelos grandes encontros de artistas no festival.

sábado, 25 de junho de 2011

TORTURE SQUAD - Hellbound

A banda de Death/ Thrash metal de São Paulo, a Torture Squad foi formada em 1990. Após algumas trocas em sua formação a banda lança o seu primeiro álbum “Shivering” em 1998, apesar do álbum já estar gravado desde 1995. No ano seguinte a banda lança “Asylum of Shadows” que foi muito bem recebido e acabou gerando uma turnê da banda na Alemanha em 2000 com sete shows. Em 2001 foi a vez de lançarem “The Unholy Spell” que foi muito elogiado pela crítica especializada.

Em 2003 o grupo lançou o álbum “Pandemonium” que foi considerado o melhor álbum nacional do ano pela revista Roadie Crew e também foi destaque em vários sites e revistas pelo mundo. Este álbum fez a banda ganhar muitos fãs pelo mundo e resultou na gravação de um álbum ao vivo “Death Chaos And Torture Alive” e um DVD de mesmo nome do show gravado na Led Slay em São Paulo. A banda também tocou em festivais no Brasil e teve uma turnê de 18 shows divididos entre Alemanha e Áustria. Após o lançamento do DVD a banda realizou uma turnê pela América Latina. Em 2007 a banda representou o Brasil na Wacken Metal Battle (após ter vencido as seletivas estaduais e nacionais no Brasil) na Alemanha e venceu o torneio recebendo um acordo com o selo Wacken Records.

Em 2008 a banda lançou “Hellbound” que resultou em uma nova turnê européia desta vez com mais de 60 shows em vários países, inclusive no festival Wacken Open Air, desta vez não na Metal Battle, mas sim como umas das principais atrações. Em 2009 a banda excursionou pela Europa com as bandas Overkill e Exodus em 12 shows por países como Espanha, Alemanha, Suiça, Itália, Holanda e República Tcheca. No ano passado lançaram “Aequilibirum” que é o mais recente lançamento do grupo.  Vou comentar hoje sobre o álbum “Hellbound” e em breve trago uma resenha do álbum mais recente.

Capa do álbum “Hellbound”
Faixas:
1 – MMXIII
2 – Living for the Kill
3 – The Beast Within
4 – The Fall of a Man
5 – Chaos Corporation
6 – Man Behind the Mask
7 – In the Cyberwar
8 – Twilight for All Mankind
9 – The Four Winds
10 – Hellbound
Lançamento: 2008
Gravadora: Hellion Records

O Torture Squad sempre foi uma banda que esteve no underground, batalhando por um lugar ao sol. A cada álbum que o grupo paulista lançava notava se uma evolução e isso fez com que a banda com a sequência “Pandemonium” em 2003 e “Hellbound” em 2008 conseguisse finalmente alcançar vôos mais altos. Sem contar com o lançamento de “AEquilibrium” no ano passado. Com Hellbound o grupo se firma como um dos maiores nomes do metal nacional, e diferentemente do álbum anterior com base no Death Metal com influencias do Thrash, este tem bases no Thrash Metal com influencias do Death. Bom, vamos ao som!

MMXII é uma introdução instrumental com orquestrações que dão um clima apocalíptico. Na sequência temos Living for the Kill que tem em seu primeiro minuto de música um instrumental com a guitarra veloz e bateria destruidora, então entra o vocal de Vitor Rodrigues que chega com a faca nos dentes. Vale destacar ainda o pequeno solo de baixo. The Beast Within tem um instrumental de arrepiar, riffs velozes e certeiros, bateria quebrando tudo e incessantes linhas de baixo. Vitor Rodrigues mostra sua versatilidade ora em vocais super graves e ora em vocais super rasgados. Impossível não sair batendo cabeça no quarto mesmo, uma música que vai deixar muito neguinho com torcicolo. The Fall of a Man é uma das mais pesadas do álbum, indo bem para os lados do Death Metal, a música conta com vocais mais graves que nas anteriores e um clima denso criado pela levada na guitarra em conjunto com a cozinha da banda. Destaque para o guitarrista Mauricio com um ótimo solo de guitarra e uma levada absurdamente densa. Chaos Corporation é mais uma com um instrumental veloz e destruidor e todos os instrumentos estão em perfeita sincronia. Destaque para o baterista Amílcar Christófaro e o refrão grudento. Chegamos à metade do álbum e provavelmente os ortopedistas já vão ganhar muitos clientes fãs da banda depois de tanto bater cabeça hehe.

Man Behind the Mask começa com diálogos, a música que tem como destaques as ótimas linhas de bateria e Vitor Rodrigues berrando loucamente, além de um bom refrão. A partir daqui o álbum começa a apresentar surpresas um tanto inesperadas nas músicas. In the Cyberwar é uma música bem cadenciada perto das outras e alterna momentos mais lentos e mais velozes com destaque para a guitarra de Mauricio, uma faixa bem pro lado Thrash. Twilight for All Mankind é outra que surpreende os fãs da banda com uma bonita intro no violão, mas não evita o peso e a quebradeira típicos da banda, apesar de ser um pouco mais melódica. A música volta a ter seus momentos acústicos onde o baixo de Castor ganha destaque, antes de retornar a quebradeira. The Four Winds é uma faixa instrumental levada no violão com uma bela melodia e mais uma vez algo que nunca tínhamos ouvido a banda fazer. Hellbound finaliza o álbum, com a participação de Fábio Golfetti do Violeta de Outono tocando a cítara (novamente surpreendendo) e também conta com a participação de Heros Trench do Korzus na guitarra. Uma ótima música assim como todo o álbum.





Um ótimo álbum, muito bem produzido e que buscou e conseguiu fugir de clichês do estilo para fazer boas músicas. Obrigatório para os amantes do Death/Thrash e indicado para qualquer um que goste de um rock pesado muito bem tocado.

Comunidade no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=91674

Formação:
Vitor Rodrigues – Vocal
Mauricio Nogueira – Guitarra
Castor – Baixo
Amílcar Christófaro – Bateria

sábado, 18 de junho de 2011

HYDRIA - Poison Paradise

A banda Hydria foi formada no Rio de Janeiro por Marcelo Oliveira em 2007. A banda logo se tornou conhecida do público headbanger por abrir os shows do Within Temptation e da Tarja Turunen em São Paulo e Rio de Janeiro respectivamente. A banda passou por trocas na formação até que conseguiu se estabilizar e logo em 2008 lançaram “Mirror Tears”.

Em 2009 a banda foi convidada para criar a trilha sonora da webserie “2012 Onda Zero”, a primeira webserie brasileira de ficção cientifica e que obteve uma ótima repercussão. A banda separou duas músicas da série para colocar no seu futuro álbum. Em 2010 a Hydria lançou o seu segundo álbum, “Poison Paradise” (sobre ele que irei comentar) e em abril de 2011 lançou “Acústico – The Acoustic Sessions” que se trata de um álbum de músicas do Hydria em formato acústico para algumas músicas de seus dois álbuns anteriores.

Capa do álbum “Poison Paradise”
Faixas:
1 – Time of My Life (Center of My Universe)
2 – The Place Where We Belong
3 – Whisper
4 – When You Call My Name
5 – Finally
6 – Prelude
7 – Distant Melody
8 – The Sword
9 – Queen of Rain
10 – Sweet Dead Innocence
11 – Poison Paradise
12 – In the Edge of Sanity
13 – The Only One
Lançamento: 2010
Gravadora: Independente

O álbum tem um conceito por trás e segundo o release divulgado pela banda, a idéia central do álbum é o impacto que o ser humano causa ao mundo, ao meio em que está, tanto na sociedade como na natureza. O álbum ainda aborda uma grande gama de sentimentos, em especial a hipocrisia humana que fala em amor quando está a matar, que fala em salvar o planeta, mas leva uma vida autodestrutiva para o mundo. Bom, vamos ao som dos cariocas.

O álbum começa com Time of My Life (Center of My Universe) que conta com riffs pesados, bateria veloz, baixo pulsante e linhas de teclado de muito bom gosto. Os vocais também são bons, no estilo vocal “A Bela e a Fera” (que consiste num vocal lírico feminino junto a um vocal gutural masculino). The Place Where We Belong começa com tudo, bateria com bumbo duplo e riffs velozes e bem sacados. As linhas de teclado e as orquestrações muito bem colocadas como de costume. Os destaques são o baterista Fabiano Martins e a vocalista Raquel Schüler. Whisper é mais cadenciada que as anteriores, mas com boa levada nas guitarras que junto com a vocalista são os destaques da faixa. When You Call My Name soa como uma balada, mas mesmo assim o peso ainda está presente. Os destaques são a vocalista Raquel e as suaves linhas de teclado e piano e o bom refrão da música. Finally soa meio Power Metal, a típica velocidade e peso do estilo estão presentes. Mas a banda não deixa de apresentar sua principal veia, a do Symphonic Metal com teclados e orquestrações muito bem elaboradas. O refrão também é grudento. Prelude é uma curta faixa que serve de prelúdio para Distant Melody que não tem tantas orquestrações como nas anteriores, até por ser uma música relativamente pequena, mas ainda assim os destaques da faixa são as orquestrações.

The Sword tem ótimos riffs e o teclado preenche a música muito bem junto das orquestrações e o desempenho da vocalista é muito bom. Queen of Rain tem uma veia bem melódica, destaque para o melodioso solo de guitarra, é um cover da música da banda Roxette. Sweet Dead Innocence retorna com o peso da banda em uma faixa bem versátil, tem momentos bem Heavy e outros bem orquestrados. Poison Paradise volta com os vocais guturais de Marcelo em contraposição aos vocais de Raquel, acaba sendo uma música que aborda um pouco de tudo que se já ouviu no disco. In The Edge of Sanity é um pouco diferente do que se ouviu no álbum, destaque para as guitarras e para a vocalista, foi a música tema da webserie "2012 Onda Zero". The Only One fecha o álbum de forma um pouco mais melancólica que nas outras músicas.





A banda claramente tem influencias de Nightwish, Epica, Within Temptation, mas consegue dar uma identidade própria ao seu som. A banda no lançamento disponibilizou o álbum para download gratuitamente, e depois quem quisesse comprar o álbum poderia o fazer. A Hydria também fechou um acordo para lançar o álbum no Japão pela marca “Spinning”.


Formação:
Raquel Schüler – Vocal
Marcelo Oliveira – Guitarra e Vocal Gutural
Márcio Klimberg – Teclados
Turu Henrick – Baixo
Fabiano Martins – Bateria

terça-feira, 14 de junho de 2011

SHAMAN - Video Clips

Olá, pessoal. Hoje postarei os video clips da banda paulistana Shaman. As músicas "Fairy Tale" e "For Tomorrow" são do primeiro álbum da banda chamado "Ritual". Innocence é do álbum "Reason" que foi o segundo da banda, "In The Dark" é do álbum "Immortal" que foi o terceiro do Shaman e o primeiro da atual formação da banda que só consta com o baterista Ricardo Confessori da formação original.Finally Home é do quarto e mais recente álbum da banda que recebeu o nome "Origins". Confiram abaixo os video clips:

Formação nos 3 video clips:
Andre Matos - Vocal
Hugo Mariutti - Guitarra
Luis Mariutti - Baixo
Ricardo Confessori - Bateria






Formação nos 2 video clips:
Thiago Bianchi - Vocal
Léo Mancini - Guitarra
Fernando Quesada - Baixo
Ricardo Confessori - Bateria
Participação especial: Fabrizio Di Sarno nos teclados em Finally Home



domingo, 12 de junho de 2011

VIPER - Theatre of Fate

Olá, pessoal. Hoje vou postar uma velharia aqui, postarei sobre a banda paulistana chamada Viper que foi formada em 1985, liderada pelo baixista Pit Passarell. A banda também foi a primeira onde o hoje mundialmente conhecido Andre Matos atuou como vocalista. Na época da criação da banda seus integrantes não passavam de 16 anos e no lançamento do primeiro álbum “Soldiers of Sunrise” em 1987, Andre Matos tinha apenas 15 anos. “Soldiers of Sunrise” de 1987 e “Theatre of Fate” de 1989 são considerados dois dos maiores clássicos do rock pesado nacional.

A banda ainda lançou “Evolution” em 1992, “Coma Rage” em 1994, “Tem Pra Todo Mundo” em 1996 e “All My Life” em 2007, além de outros EPs, demos e uma coletânea. Atualmente os únicos membros originais na banda são o baixista Pit Passarell e o guitarrista Felipe Machado. Vou comentar sobre o clássico álbum “Theatre of Fate”.

Capa do álbum “Theatre of Fate”
Faixas:
1 – Illusions
2 – At Least a Chance
3 – To Live Again
4 – A Cry from the Edge
5 – Living for the Night
6 – Prelude to Oblivion
7 – Theatre of Fate
8 – Moonlight
Lançamento: 1989
Gravadora: Eldorado

“Soldiers of Sunrise” era totalmente baseado no tradicional heavy metal britânico dos anos 80(NWOBHM) e até rendeu para a banda o apelido de “Iron Maiden brasileiro”. Após o sucesso no Brasil e mais ainda fora do país no Reino Unido, em 1989 a banda lançou “Theatre of Fate” que não tinha mais esse aspecto da NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal). Mais experientes, no álbum se nota arranjos mais trabalhados e melodias bem elaboradas e acabou indo para o chamado Heavy Metal Melódico. A mudança para o heavy melódico em 1989 dividiu os fãs, mas de fato a banda andou por caminhos que antes nunca alguém havia experimentado e ajudou a consolidar esse subgênero do metal. Se antes era o Iron Maiden brasileiro, agora era uma banda de identidade própria. Para perceber isso é simples, note as bandas que mais se aproximavam disso antes do Viper e depois do Viper. Ouça Prelude to Oblivion e depois ouça álbuns das maiores bandas do estilo como Blind Guardian (apartir de 1990), Edguy, Rhapsody, o próprio Angra e etc. Sem dúvidas umas das mais influentes bandas nacionais de Heavy Metal. A produção do álbum não é das melhores, óbvio se for considerar a época em que foi gravado, mas é bem melhor que a gravação do primeiro álbum do grupo.

Illusions é uma faixa instrumental com violão e teclado, depois entram as guitarras, bem climática. At Least a Chance conta com guitarras melódicas com riffs certeiros e cantantes, um teclado ao fundo dando um ar especial, ótimas linhas vocais e influência da música clássica, mostrando maior influência de Andre Matos nas composições deste álbum do que no anterior já que o vocalista na época iniciava seus estudos de música erudita. To Live Again tem um excelente trabalho de bateria, as guitarras soltam riffs certeiros e solos grandiosos e as linhas vocais se encaixam perfeitamente na música. A Cry from the Edge começa calma com violões e um extremamente melódico solo de guitarra que é impossível não emocionar qualquer amante do estilo. Após o solo, a música ganha em peso e velocidade, mostrando que na época o Viper unia peso e melodia como ninguém.

Living for the Night é um dos maiores clássicos da história do heavy nacional, uma intro calma com violão e um estupendo desempenho vocal de Andre Matos. A música se tornou na época um dos hinos do heavy metal no país. Prelude to Oblivion é outra música com claras influências da música clássica unida ao metal de um jeito que influenciou inúmeras bandas pelo mundo. Riffs certeiros, corais magníficos e um bom trabalho de bateria. Theatre of Fate é pesada, com guitarras rápidas e baixo pulsante. Moonlight se trata de uma adaptação da Sonata No. 14 de Ludwig Van Beethoven por parte de Andre Matos, mais uma vez mostrando a veia erudita do vocalista que colocou grande lirismo em sua voz.

Após a saída de Andre Matos do Viper que anos depois sairia da faculdade formado em composição e regência, além de cantor lírico e popular e habilitado em piano erudito e se tornaria um dos fundadores do Angra, a banda não conseguiu mais se manter no topo. Em 1996 a banda parou e regressou somente em 2005 e em 2009 pararam novamente. Atualmente não se sabe se o grupo está apenas parado ou se acabou definitivamente.





Myspace: http://www.myspace.com/viperbrazil

Formação do álbum:
Andre Matos – Vocal e Teclado
Yves Passarell – Guitarra
Felipe Machado – Guitarra
Pit Passarell – Baixo
Sérgio Facci – Bateria